domingo, 20 de janeiro de 2019.
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Estão de brincadeira!

Solange Palhano

Colunista - + CADERNOS

sexta-feira, 11 de janeiro 2019

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Os comandantes das Forças Armadas parecem que vivem em outro país ou estão “curtindo com nossa cara”, quando defendem a previdência especial para os militares. A última declaração do novo comandante da Marinha, Ilques Barbosa, é pasmar. “Não se pode falar em previdência, pois não a temos, nós temos é um sistema de proteção social. É impróprio mencionar a palavra previdência do ponto de vista técnico. Nós descontamos na ativa, na reserva e na reforma”. Os militares afirmam, ainda, que devem ter tratamentos diferenciados por causa da peculariedade de sua profissão.

Analisando o que foi dito, não interessa a nomeclatura que é usada para a aposentadoria de militares ou civis. Tudo vai finalizar na mesma história, o rombo nos cofres públicos. Os militares, desde o tempo da ditadura, têm exclusivas mordomias. Somente no governo de FHC, foram retirados alguns benefícios, como auxílio-moradia para quem estava na reserva e aumento igual ao da ativa. Direitos que querem reconquistá-los, por meio da aprovação de um projeto de lei que está para ser votado no Congresso.
Realmente, os militares têm, literalmente, uma proteção social que a maioria dos brasileiros civis não possui. Está fundamentado na Constituição Federal no Capítulo II, artigo 6o, os direitos sociais de todos cidadãos: à moradia, saúde, educação, alimentação, ao trabalho…

A categoria de militar tem assistência própria na saúde, com ótimos hospitais, médicos, dentistas, terapeutas, nutricionistas. Já na educação, suas escolas são as melhores do País. Quanto à moradia, se não há a residência funcional, tem o auxilio ou então mora-se nos quartéis como os soldados, que além disso, dispõem de auxílio-uniforme. O gasto com alimentação para todos também existe.

O mais impressionante é que está incluído nessa “proteção social” o recebimento dos soldos (salários) dos que estão na reserva igual aos que estão na ativa. A defesa dessa prerrogativa é que, a qualquer momento, os militares da reserva podem ser chamados para retornar ao trabalho. Isso quase sempre não acontece. Mas, as mordomias não ficam por aí. O mais escandaloso é a pensão vitalícia, independente do estado civil ou da idade das filhas dos militares que custaram, até o ano de 2018, aos cofres públicos, R$ 470 milhões por mês e R$ 6 bilhões a cada ano. Atualmente, existem 87 mil filhas pensionistas. O valor da pensão fica, em média, entre R$ 5 mil a R$ 10 mil.

Uma curiosidade. Em que o militar, excluindo os profissionais da saúde e educação, trabalham diariamente? Os soldados treinam para guerras imaginárias e executam os serviços de limpeza, vigilância. Já os de patentes maiores, confesso que desconheço suas tarefas diárias. Antigamente, a Engenharia fazia obras, como grandes açudes, pontes e viadutos.
“Bolsa”, não só eu, como toda a população brasileira, ficará indignada se você, que prometeu mudar este país, permanecer com a “proteção social dos militares”. A aposentadoria dos brasileiros deve ser única, independente de categoria. Quem quiser se aposentar em melhores condições, complemente com a previdência privada.

Ministério da Educação anuncia
O Ministério da Educação anunciou, com o título “Valorização do Professor”, o novo aumento dado à categoria. Isso é um absurdo! O profissional, que deveria ser um dos mais bem pagos do País, ganha uma miséria diante da sua importância. Vejam para crer. O piso salarial do magistério foi reajustado para R$ 2.557,74, em 1o de janeiro de 2019.
O Ministério da Educação anunciou na quarta-feira (9), o reajuste de 4,17%. O valor corresponde ao vencimento inicial dos profissionais do magistério público da educação básica, com formação de nível médio, modalidade normal, jornada de 40 horas semanais.

Inscrições
artistas
Sesc Ceará

Está aberto, até o dia 16 de janeiro, o credenciamento anual de artistas para a programação do Sesc Ceará em 2019. São previstas mais de 6 mil ações culturais ao longo do ano, distribuídas em todo o Estado. Com o edital de chamamento público, artistas individuais ou grupos podem apresentar as propostas de seus trabalhos para o calendário de eventos e, caso sejam classificados, assinarão contrato remunerado com a instituição.

 

Exposição
Rio São
Francisco

Foi aberto ontem, no Espaço Cultural dos Correios, a exposição do Rio São Francisco: Ocupação e Transposição. Um mergulho pictórico na região de um dos maiores patrimônios naturais brasileiros. A mostra, que seguirá aberta para visitação gratuita até 1o de março, é assinada pelo artista plástico e geólogo cearense Francisco Ivo. Com 33 obras em óleo sobre tela, produzidas de 2016 a 2018, retrata o percurso histórico-social do rio, em imagens que traduzem a exuberância da natureza e os processos de ocupação e exploração pelo homem.

Empresariado da construção cearense

Em novembro do ano passado, a construção civil apresentou queda mensal abaixo do normal, segundo a pesquisa Sondagem Industrial, realizada pelo Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará – Fiec, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria – CNI. O setor operou apenas com 57% do total de sua capacidade e registrou redução no seu quadro de funcionários. Apesar da alta ociosidade, os industriais cearenses apresentam expectativas otimistas para o primeiro semestre deste ano. Quanto às atividades e à realização de novos empreendimentos, as perspectivas são de um cenário de crescimento ao longo dos próximos meses.

Já em relação ao mercado de trabalho, as expectativas anunciam possível cenário de expansão no quadro de funcionários do setor pela primeira vez em cinco meses. No entanto, não há sinalização para aumento das compras de matérias-primas e insumos.

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