sábado, 21 de setembro de 2019.
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FNDE é generoso na distribuição de boquinhas

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quinta-feira, 24 de janeiro 2013

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• O organograma do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação, é um impressionante exemplo do cabide de empregos reservados à companheirada petista, no governo federal. São 74 coordenações para seis diretorias, cevadas a ambicionados cargos DAS, sigla de “Direção e Assessoramento Superior”, com remuneração que pode superar os R$ 20 mil mensais.  

• Não vai dar certo – O inchaço em órgãos como o FNDE, cujo prédio tem 17 andares, em Brasília, mostra que o governo gasta como se não houvesse amanhã.

• Som da malandragem – Com frequência, fogos de artifício interrompem o expediente a pretexto de “reuniões” no pátio do FNDE. A rapaziada aproveita para dar no pé.
• A conta é nossa – Em oito anos de governo, Lula inchou o efetivo de servidores em mais de 160.000 pessoas, suficientes para lotar dois Maracanãs.

• Upa, afro! – Na TV do vereador Netinho de Paula (PCdoB) será proibido mostrar o clipe “Upa, Neguinho”, música imortalizada por Elis Regina?

Jucá insiste em ser líder para valorizar o ‘passe’
• Líder no governo Lula e no primeiro ano de gestão da presidenta Dilma, Romero Jucá (RR) tem dito que não abrirá mão da liderança do PMDB no Senado, cargo para o qual o senador Eunício Oliveira (CE) é o favorito. Peemedebistas suspeitam que Jucá quer “valorizar o passe” na tentativa de faturar cargos, como a segunda vice-presidência do Senado ou a liderança da Maioria, hoje acumulada pelo líder do PMDB.

• Pau-a-pau – Para mostrar que está firme na disputa, Romero Jucá tenta coletar assinaturas em sua bancada em uma lista de apoio.  

• De uma vez – O PMDB escolherá o novo líder no dia 30, quando Renan Calheiros (PMDB-AL) anunciará sua candidatura à presidência do Senado.

• Na estrada – A Petrobras vai ganhar R$1,48 milhão para fornecer combustível à frota da Presidência da República em 2013. Com “desconto” na licitação.   

• Problema do PT – O PMDB vibrou com a demissão do presidente do Banco do Nordeste, Ary Lanzarin, dos conselhos de empresas onde embolsava generosos jetons. Ele é indicado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega (PT). 

• Candidato verde – Cotado para disputar o governo de Alagoas em 2014, o senador Benedito de Lira (PP) considera que o possível adversário Renan Filho (PMDB), de 34 anos, ainda está “muito verde”. 

• Incompetência – O deputado Luiz Pitiman (PMDB) critica a incompetência do governo do DF, que deixou uma invasão, no Sol Nascente, ficar maior que a favela da Rocinha, no Rio: “Sequer iniciaram projetos aprovados pela Caixa”. 

• Banzai! – Se o ministro das Finanças do Japão, Taro Aso, 72, vier ao Brasil, verá a prática de sua teoria cruel de “apressar a morte” dos aposentados “para o governo poupar despesas”. Nunca mais abriria a boca.

• Agradou geral – Em campanha pelo comando da Câmara, o deputado Henrique Alves (RN) recebeu elogios da bancada cearense, em almoço ontem, ao dizer que a marca de sua gestão será o “fim da palavra subserviência”.

• Conta outra – Ex-presidente ocioso do PT, José Eduardo Dutra acusou de “lulodependência” no Twitter os jornalistas que “falam mal de Lula todo dia”. Tem cura: basta o ex-presidente recolher-se à aposentadoria.   

• ‘Bagunçódromo’ – Nem os porras-loucas do MST se entendem: o Movimento Sem Terra negou ter invadido o Instituto Lula em São Paulo para regularizar assentamento. Apoiado pelo o ex-presidente, jogou o rolo para Dilma.

• Susto a bordo – Os passageiros da Avianca no voo Brasília-Aracaju levaram ontem um grande susto: após uma hora de viagem, uma janela partida na cabine do piloto obrigou o avião a retornar à capital. Ninguém se feriu.

• Pensando bem… – …Lula implantou o parlamentarismo no Brasil: ele é o primeiro-ministro e Dilma, a rainha.

O PODER SEM PUDOR
A fragilidade do poder

O País estava confuso, com as notícias desencontradas sobre o golpe militar, naquele 31 de março de 1964. Havia rumores sobre a fuga do presidente João Goulart para o Uruguai. No Palácio do Planalto, reinava o caos. Toca o telefone e o jornalista Otacílio Lopes atende.
– O presidente João Goulart está?
– Ele não trabalha mais aqui.
Assistindo à cena, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzili, finalmente se deu conta que era ele o presidente da República.

• COM TERESA BARROS E TIAGO DE VASCONCELOS

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