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Gastos com Previdência

Rubens Frota

Economia

segunda-feira, 19 de junho 2017

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O Brasil é o país com população jovem que mais gasta com Previdência. Essa situação coloca o Brasil como uma exceção à regra de que os gastos da Previdência são maiores em países com população mais velha. O Brasil tem despesas com aposentadorias e pensões próximas à de nações com populações mais envelhecidas, mostram dados do Banco Mundial e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Somadas todas as despesas com aposentadorias, pensões por morte, benefícios assistenciais e acidentários do INSS e de servidores da União, o Brasil gastou com Previdência em torno de 13% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016, segundo dados do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Já na média dos países da OCDE, o gasto médio alcançou 12,4% do PIB, patamar próximo ao da Alemanha, Dinamarca e Japão.

População Jovem
Atualmente, apenas 8% da população brasileira possui mais de 65 anos de idade, nível próximo ao de países com demografia jovem como Turquia, México e Chile, apontam os dados mais recentes do Banco Mundial, de 2015. Por ter gasto elevado e população ainda jovem, o Brasil é exceção à regra, comenta o economista e especialista em Previdência Paulo Tafner. “A literatura considera que gastos previdenciários acima de 13% ou 14% são elevados e, mais importante, associados a países envelhecidos”, diz. Um estudo da assessoria econômica do ministério do Planejamento, de 2015, mostra o Brasil como uma “notável exceção à regra” da “estreita relação entre os gastos previdenciários e a proporção da população acima de 65 anos”.

Envelhecendo
Por ser considerado um país de população ainda jovem, o Brasil está em situação favorável quanto à proporção entre o número de idosos e adultos em idade economicamente ativa, a chamada razão de dependência demográfica. Mas o ritmo de envelhecimento da população tende a se acelerar mais rapidamente nos próximos anos, invertendo essa relação. Segundo o IBGE, a razão de dependência no Brasil vai saltar dos 11% atuais para 36% até 2050. Ou seja, para cada 100 adultos aptos a contribuir no mercado de trabalho – “braços” –, o país terá 36 idosos (ou “bocas”) para alimentar.

Desempenho ambiental
A necessidade de cuidar do meio ambiente é uma preocupação mundial. Na Federação das Indústrias do Ceará, um Prêmio dedicado ao assunto existe desde 2003, com o objetivo de estimular as indústrias cearenses a adotarem ações ambientalmente sustentáveis. Em sua 13ª edição, o Prêmio FIEC por Desempenho Ambiental agraciará as melhores práticas amanhã, durante a Reunião de Diretoria Plena da FIEC. O anúncio dos vencedores será feito apenas no dia da premiação.

Dívidas
O Tesouro Nacional pagou, em maio, um total de R$ 394 milhões de dívidas atrasadas do estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura de Natal (RN) a credores, segundo relatório divulgado pelo Ministério da Fazenda. O balanço de garantias honradas pela União mostra que R$ 392,13 milhões pagos são referentes a dívidas do Rio de Janeiro, que enfrenta grave crise financeira. Os outros R$ 2,19 milhões são débitos da capital do Rio Grande do Norte.

Hábitos
A recessão fez muitos brasileiros mudarem os hábitos de consumo. A marca dos produtos passou a ser uma coisa secundária e a troca por itens similares mais baratos tem garantido as compras do mês. Como não há como cortar as despesas da casa totalmente, a saída tem sido pesquisar muito e aproveitar que a variação dos preços de mercadorias semelhantes é gigantesca, até mesmo dentro do mesmo supermercado. A diferença entre o produto top e o mais barato pode chegar a 12 vezes.

Planejamento
Essas novas práticas garantem um saldo positivo para a economia. De acordo com pesquisa divulgada do IBGE, em abril deste ano, as vendas do varejo subiram 1%, puxadas, principalmente, pelo desempenho do setor de hipermercados, supermercados e produtos alimentícios, com aumento de 0,9%. Em tempos de recessão e dinheiro curto, planejamento é a palavra-chave para as famílias, ensinam os especialistas. “As pessoas devem estar abertas a substituir produtos por similares. Muitas vezes, a mercadoria que tem o menor valor é tão boa quanto a que a pessoa está acostumada a comprar. O momento de crise traz uma visão de mais cuidado com o dinheiro”, orientou o educador financeiro Alexandre Arci, idealizador do Instituto Eu Defino.

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