domingo, 16 de junho de 2019.
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Governo começa a ‘limpar’ administração de petistas

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

segunda-feira, 27 de maio 2019

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Nós vamos fazer a reforma
Relator da PEC da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP)

Somente agora, cinco meses após a posse, o governo poderá começar a “limpar” os cargos de petistas que os “aparelham” desde os tempos de Lula e Dilma. São militantes que trabalharam contra a candidatura de Jair Bolsonaro, são até suspeitos de sabotar a gestão, mas não largam as boquinhas. “São mais de 110 mil cargos de confiança e funções gratificadas”, confirma o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Ele disse que acabou o tempo de nomeações sem qualquer critério.

Novidade complicou
A dificuldade foi o critério inédito do presidente Bolsonaro de ocupar os cargos tecnicamente, sem indicações políticas, inclusive nos Estados.

Primeiro, os chefes
A prioridade do governo foram os cargos de comando, de primeiro e segundo escalões, além de estatais, para depois preencher o restante.

Foram extintos 21 mil
Já foram mais os cargos de confiança e funções gratificadas. Após a extinção de 21 mil, ainda sobram 110 mil, em Brasília e nos Estados.

Filtro de candidatos
O candidato a cargos passará por um filtro (informações cadastrais) e depois submetido ao ministro e ao dirigente de estatal ou autarquia.

Menos é mais
Das 16 universidades brasileiras à frente da UnB, nesse ranking, metade teve menos publicações, mas de qualidade bastante superior.

As cinco melhores
As universidades brasileiras de importância acadêmica mais relevante são a UFCE, UFBA, a federal de São Carlos (SP), UFSC e Unicamp.

UnB não admite
A assessoria da UnB desdenha do ranking Lieden. Cita a ferramenta Scival e o Times Higher Education apontando “justamente o contrário”.

Desmonte da arrogância
As ONGs que mandavam no Ministério do Meio Ambiente estão indóceis com a perda de poder, boquinhas e sobretudo de dinheiro. Um grupo de 40 ONGs vai à Câmara, nesta terça, “denunciar o desmonte dos objetivos” que definiram, quanta arrogância, para o Brasil.

Teste de qualidade
O ex-ministro Alexandre Baldy, que por enquanto não cogita voltar para Brasília, adotou o metrô para ir e voltar da Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo. O governador João Dória aprovou.

Outra MP pendurada
A medida provisória 872 precisa ser aprovada até o dia 3 ou caducará. Atribui à AGU (Advocacia-Geral da União) o encargo de defender policiais federais investigados ou processados.

Escreveu, não leu…
Alguns deputados do Novo começam a fazer reparos ao estilo gaúcho de Marcel Van Hatten, líder do partido na Câmara. Ele é intransigente em questões de princípio, às vezes duro. E isso tem incomodado.

Possível nomeação
Funcionários de Itaipu se dizem assustados com a possível nomeação para uma diretoria da empresa do ex-deputado e ex-ministro Osmar Serraglio. Ele foi citado na operação Carne Fraca da Polícia Federal.

Demora inexplicável
Até hoje, cinco anos depois, o Tribunal de Contas do Distrito Federal ainda não julgou as contas do último ano do governo Agnelo Queiroz (PT), que foi governador de 2011 a 2014. A Câmara Legislativa pode interpelar o ativo conselheiro Paulo Tadeu, ex-supersecretário do governo petista.

Auditores no Maksoud
Os ministros Paulo Guedes (Economia) e Luís Roberto Barroso (STF) irão participar, no dia 17, em São Paulo, do 4º Congresso Luso-Brasileiro de auditores fiscais. Será realizado no Maksoud Plaza Hotel.

Pior não fica?
O PSL na Câmara lançou ofensiva em apoio ao líder do Governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO). A bancada prefere o líder inoperante a um deputado do centrão, José Rocha (PR-BA).

Pensando bem…
…o Brasil criou 126 mil empregos em abril, melhor índice para o mês em seis anos, mas as manchetes estavam reservadas.

Deputado pelo Rio Grande do Norte, Djalma Marinho, era reverenciado pelos colegas, mas nos anos 1980, foi derrotado na disputa para presidir a Câmara. Ele já tinha a idade avançada e a saúde debilitada, por isso os amigos José Sarney e Prisco Viana o visitaram preocupados. “Estamos aqui para pedir você não guardar ressentimentos”, ponderou Sarney. “Vocês não me conhecem”, respondeu Djalma Marinho, com largo sorriso. “Em toda a vida eu não consegui guardar dinheiro, como vou guardar ressentimentos?” Ele morreria logo depois. Sem ressentimentos.

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