terça-feira, 18 de junho de 2019.
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Ignorância sobre o Brasil gera fetichismo por Bolsonaro, diz pesquisador

Macário Batista

Colunista - Política

quarta-feira, 06 de fevereiro 2019

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A eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência apreendeu a atenção internacional sobre o País ao longo dos últimos meses. Olhando de fora, desde o início da campanha de 2018, esse parece ser o único assunto relevante no Brasil contemporâneo e explicar o que aconteceu com o País parece uma obsessão de especialistas, acadêmicos e da mídia estrangeira. Para o pesquisador americano Jeff Garmany, professor do Brazil Institute do King’s College de Londres, entretanto, a maioria das explicações se concentram em justificativas muito ligadas à História recente. “É importante olhar para o passado mais distante. Além de 10 anos. É preciso olhar para o legado de autoritarismo no Brasil. Isso vem de muito antes da ditadura. É um legado histórico longo”, diz. Segundo ele, essa atenção dada a Bolsonaro nos últimos meses, na imprensa internacional, vai além do interesse pela história ou a situação real do Brasil e é também fruto de desconhecimento sobre o País no resto do mundo. “A forma como Bolsonaro está gerando fetichismo na imprensa internacional vem, em grande parte, da forma como o mundo sabe pouco sobre o Brasil. A vitória dele é a coisa que as pessoas sabem sobre o Brasil, agora, e por isso ele atrai tanto a atenção”, disse. E parte do trabalho de Garmany como professor e pesquisador é tentar diminuir esse desconhecimento sobre o País. Autor do livro recém-lançado, em Londres, “Understanding Contemporary Brazil” (Entendendo o Brasil contemporâneo), ele diz que o Brasil de hoje, incluindo Bolsonaro, é resultado de um contexto histórico amplo, em que a própria formação da cultura e da sociedade brasileiras tem influência. Essa história é contada por Daniel Buarque, do Brasilianismo.

Frase. “Quem vai ao ar, perde o lugar. Quem vai ao vento, perde o assento”. — Desde menino, no século passado, a gente conhece as frases e sabe como usá-las.

Derrubaram Jaime Junior. Vilma Freire foi nomeada presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri). Vilma é formada em Administração Pública, é da empresa faz 13 anos, além de especialista em Gestão Pública e mestranda em Políticas Públicas.

Entrou no jogo
Nosso senador Girão buscou ficha pra entrar no jogo das cascavéis, ao solicitar à colega, lá dele, Kátia Abreu, devolver os documentos dos quais se apossou numa briga junto à mesa da casa.
Fiado
Dever ao Detran ou à AMC tem grande facilidades. Cê vai à rua, no seu carrinho, sujeito a multas e assaltos diversos. Bandidos levam tudo, não negociam, mas o Detran e a AMC parcelam multas em cartão de crédito.
Vem teatro aí
Deputados de oposição ao governo do Estado se preparam para aparecer. Vão tentar reativar uma pretensa CPI do Tráfico de Drogas, engavetada na legislatura passada. Vai continuar engavetada para delírio cívico dos novatos.
Desmoralizado
Não é de hoje que esta coluna clama aos céus para que parlamentares façam suas obrigações, isto é, legislem, criem leis, renovem, se renovem, por fim, trabalhem naquilo que lhes foi dado a fazer pelo povo.
Desmoralizado II
Como ninguém fez nada, ninguém faz nada, devagar o Poder Judiciário foi tomando conta, legislando no lugar de camaras municipais, assembleias legislativas, camara federal e até o senado da república.

Desmoralizado III
Pois bem; semana passada, quando o Senado escolhia a mesa diretora da casa, uma ação da intimidade dos senadores, outra vez o Poder Judiciário disse não, desmoralizando,certo ou errado, decisão intestina dos senadores.

O troco
Aí, os senadores desmoralizaram o Supremo. Não só votaram em aberto, como mostraram as chapas com os votos. Se isso vai dar em alguma coisa, o que duvido, vai ficar o dito pelo não dito. Pedir a burro, pra deixar de ser burro é dificil ser atendido.

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