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Importante segmento

Rubens Frota

Colunista - Economia

quinta-feira, 12 de outubro 2017

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Até 2022, o Brasil terá cerca de 17,7 milhões de pequenos negócios, ou seja, mais de um milhão de novos empreendimentos por ano, de acordo com estimativa do Sebrae. Esse número é 43% superior ao atual, que é de 12,4 milhões de microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas optantes do Simples Nacional, sistema que reduz a carga tributária e a burocracia. O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, ressalta que o fato de os pequenos negócios representarem 98,5% dos empreendimentos no País e serem responsáveis pela geração de renda de 70% dos brasileiros ocupados no setor privado é prova irrefutável da importância desse segmento para a economia. “São 50,6 milhões de brasileiros que têm como origem das suas receitas empreendimentos de pequeno porte”, destaca.

Cada vez mais, as micro e pequenas empresas vêm desempenhando um importante papel na geração de postos de trabalho. “Os pequenos negócios são os motores da economia brasileira. Eles são os que mais contratam quando a economia cresce, demoram mais tempo a demitir na desaceleração da economia e são os que menos demitem na retração da economia”, enfatiza o presidente do Sebrae. Em sete meses de 2017, as micro e pequenas empresas apresentaram saldo positivo de empregos. De janeiro a agosto, os pequenos negócios acumularam quase 327 mil novos postos de trabalho, enquanto as médias e grandes empresas extinguiram 182,4 mil. O setor de Serviços foi o principal responsável pelo bom desempenho de geração de empregos pelas micro e pequenas empresas neste ano: 204 mil contratações com carteira assinada.

PIB
Os pequenos negócios ainda respondem por mais de um quarto do PIB brasileiro. Juntos, os cerca de 12,4 milhões de optantes pelo Simples Nacional representam 27% do PIB. Além disso, as micro e pequenas empresas são as principais geradoras de riqueza no Comércio no Brasil, já que respondem por 53,4% do PIB desse setor. No PIB da Indústria, a participação das micro e pequenas (22,5%) já se aproxima das médias empresas (24,5%). E no setor de serviços, mais de um terço da produção nacional (36,3%) têm origem nos pequenos negócios.

Economia compartilhada
Uma das grandes tendências do mundo dos negócios atualmente é a economia compartilhada. Dois fatores que contribuem para o sucesso dos negócios compartilhados são o espírito de coletividade presente na sociedade atual e os momentos de crise na economia, que forçaram as empresas a buscar saídas criativas para se manter no mercado.

Coletividade
O modelo de negócio compartilhado começou a se popularizar depois da crise econômica de 2008, em que as pessoas perceberam que compartilhar um espaço pode ser melhor do que tê-lo. Além de reduzir os custos do investimento para o empresário, facilita a vida do consumidor, que não precisa se deslocar para ter acesso a mais de um serviço ao mesmo tempo. Alguns segmentos como o automotivo, o de transporte, de moradia e de educação já aderiram ao modelo.

Feriado
A chegada do feriado prolongado de 12 de outubro gera expectativa do aumento no fluxo de veículos nas rodovias federais e de passageiros nos aeroportos. Segundo a Infraero, são esperados cerca de 2 milhões de passageiros entre os dias 10 e 16 de outubro. A expectativa é que o movimento seja 3% maior que no mesmo período do ano passado.

Dólares
O Banco Central informou que o ingresso de moeda norte-americana superou a saída em US$ 980 milhões na semana passada, a primeira do mês de outubro.
Em setembro, já houve entrada de divisas no País, em US$ 2,54 bilhões, após três meses de retiradas. A entrada de dólares se dá quando investidores enviam dinheiro ao Brasil para aplicações financeiras ou investimento em empresas, por exemplo. O dólar sai quando esses investidores retiram recursos do país e, normalmente, aplicam em outros países. Essas operações ocorrem por meio de remessas feitas por bancos contratados por esses investidores. No acumulado deste ano, até 6 de outubro, o ingresso de dólares supera as retiradas em US$ 7,65 bilhões. No mesmo período do ano passado, US$ 15,22 bilhões haviam sido retirados do Brasil.

Azul
A companhia aérea Azul anunciou a venda de 10 aviões modelo ATR 72-600 para a Nordic Aviation Capital, em uma operação que deve reduzir a sua dívida em R$ 325 milhões.

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