sábado, 17 de novembro de 2018.
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"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Índio não quer mais apito

Julieta Brontee

Colunista - + SUPLEMENTOS

sexta-feira, 07 de setembro 2018

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Mesquita (Pros) faz um alerta em forma de conselho aos candidatos a todos os cargos e respectivos coordenadores de campanha: quem prometer baboseiras ou projetos grandiosos vai esbarrar num eleitorado que, diferentemente do que ocorria antes. Hoje, com o espantoso percentual de desempregados, o que a população vai mesmo querer e exigir são projetos sérios para a criação de empregos, principalmente para os jovens.
Foi-se o tempo em que políticos malandros e queixudos conseguiam enganar o eleitor com pratos de comida, camisas, sapatos, dentaduras etc. e os chefes e subchefes políticos com cabides de empregos para seus filhos e amigos. Hoje, como destacam observadores a analistas políticos, o que a sociedade mais cobra em troco do voto, é que candidatos eleitos empenhem-se em alocar para suas cidades empresas capazes de proporcionar vagas de trabalho, para soerguer a economia dos seus municípios.
Estamos, assim, diante de notáveis mudanças comportamentais do eleitor interiorano de um modo geral. A Internet, com suas redes sociais, os jornais televisivos, radiofônicos e escritos, fez com que pessoas desinformadas se tornassem conhecedoras da realidade local, nacional e até internacional. Diante dessa realidade, muitos candidatos podem até crer que podem se eleger por meio da distribuição de bugingangas, que a maioria pode até receber por necessidade, mas, quem pensa ainda existirem otários no sertão, vai casar muito mal.

MUITO FELIZ – É como disse estar o governador Camilo Santana, tendo em vista o avanço do nome de Ciro Gomes na recente pesquisa Ibope-Rede Globo. Paralelamente, o gestor cearense se foge a comentar a substituição de Lula por Haddad, afirmando que esse é problema para o comando nacional do partido. A curiosidade geral é se Camilo, além de “muito feliz” com a subida de Ciro, decidirá assumir publicamente o apoio a ele.

SELVAGERIA – A campanha presidencial que vinha sendo marcada apenas por alguns atos de violência e de grossura verbal desandou, de repente para a estupidez dos velhos tempos dos capachos de Accioly e Rebelo no Ceará. Resultante do excesso de facilidade nas caminhadas da campanha presidencial, o candidato Bolsonaro terminou sendo esfaqueado em plena rua, em Juiz de Fora, e sem que seus defensores pudessem impedir.

CANOSSA NOSSA – Em 1077, depois de excomungado pelo Papa Gregório VII, o rei Henrique IV teve que percorrer longo caminho até o Castelo de Canossa, onde passou três dias para pedir ao papa a revogação da excomunhão. No Ceará, o ex-presidente da AL, depois de ser apeado do TCM e vê-lo destruído foi aos responsáveis por tudo isso e, depois de “perdoado” luta agora pela antiga cadeira no parlamento estadual. C’est La vie.
COBERTO DE RAZÃO – O arquiteto e urbanista Joaquim Cartaxo superintendente-estadual do SEBRAE adverte as autoridades em geral, em relação à importância que se deve dar às microempresas, em vez de se tentar sufoca-las com impostos e tributos escorchantes. Para ele, é preciso, de uma vez por todas, que se entenda que as microempresas representam o motor da economia, não só produzindo, como empregando.

LAR-ESCOLA – Ontem, no STF, uma discussão importante, infelizmente abafada pela “novela” da saída de Lula da campanha. Trata-se de matéria em que se propõe a implantação, no Brasil, do “homeschooling”, ou seja, a escola no próprio lar. Com isso, os pais poderão ensinar aos próprios filhos, recebendo uma compensação. Para os defensores dessa ideia é melhor do que mandar filhos para escolar ruins e sem segurança.

VALEU, DESEMBARGADORA! – Depois de mostrar todo o equilíbrio e competência na condução do Tribunal Regional Eleitoral, a desembargadora Nailde faz jogada de mestra, ao determinar a realização de aulas de Educação Eleitoral para alunos de escolas de segundo grau. Atende desse modo, ao clamor do deputado Fernando Hugo (PP) em que condena a falta de aulas de cidadania nas nossas escolas. Aprender a votar e ato cidadão.

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