sábado, 16 de fevereiro de 2019.
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Intromissão alemã deixa o Itamaraty catatônico

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quarta-feira, 23 de janeiro 2019

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A Venezuela está com problemas,
não é de hoje
Presidente Jair Bolsonaro em Davos, sobre o agravamento da crise na ditadura

Com a mania europeia de dar lição de moral, sobretudo países que não têm essa moral toda, o embaixador da Alemanha em Brasília, Georg Witschel, teve a ousadia de ir ao Palácio do Planalto dar palpites sobre como o governo brasileiro deve se comportar diante de vários temas. Intromissão assim faz os governos chamarem o embaixador petulante às falas. Mas, indagado sobre isso, o Itamaraty fez opção pelo silêncio.

Palavra de especialista
Witschel disse ainda que o governo brasileiro “causa apreensão”, mas, convenhamos, alemães entendem de causar apreensão na Europa.

Preferência não se discute
Talvez o embaixador preferisse o Brasil presidido por presidiário sem moral, dócil, disposto a reproduzir o que preconiza, em fóruns europeus.

Grosserias européias
A atitude de Witschel lembra a grosseria da primeira-ministra, logo da poluidora Noruega, dando pito em Michel Temer sobre meio ambiente.

Ninguém se arrisca
O silêncio do Itamaraty, talvez, decorra de dificuldade de contato com o chanceler Ernesto Araújo, que acompanha o Presidente a Davos.
Separação custa-nos caro
Camila Queiroz Campos, a ex de Dudu da Fonte, virou “assessora da presidência” de Suape, nível DAS-1, ganhando R$ 9.800 por mês.

Governo estranho
No balanço de 2017 do Porto do Recife, Carlos Vilar responsabilizou o governador Paulo Câmara (PSB) por sua gestão desastrosa.

Rolos e bolos
Na Secretaria de Portos, Vilar é “o homem do bolo de rolo”. Não pelos rolos, mas pela iguaria que distribui quando chega com chapéu na mão.

Vazamentos
O Palácio do Planalto anda intrigado com a mudança do Coaf antes da posse de Bolsonaro, deixando para trás vinte anos de eficiência e discrição. Agora desmoraliza primeiro, para o MPF perguntar depois.

De volta à fila
O líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), ficou um tempão na sala de espera do quarto andar do Planalto, ontem (22). No governo Temer, tinha trânsito livre. Agora é preciso ter paciência e aguardar a vez.

Diplomatas cortesãos
Não se confirma a temida “caça às bruxas” no Itamaraty, empesteado de petistas. Nem se espera deles sabotagens. “Somos todos cortesões”, diz um diplomata. “Vamos obedecer o novo governo. Como os milicos.”

Novo velho amigo
O chanceler Ernesto Araújo designou Alexandre Ghisleni, da turma de Celso Amorim, de triste memória, para o recém-criado Departamento de Promoção do Agronegócio. “Ghislene vai virar o melhor amigo da ministra Agricultura, quer apostar?”, desafia experiente embaixador.

Daqui não saio
Presidente do Inmetro há anos, Carlos Augusto Azevedo continua ocupando o cargo, apesar de seus críticos acusarem ligações ao PT. Por isso, cresce no Planalto o movimento para sua imediata exoneração.

Nação paulista
O governador João Doria levou ao Fórum Econômico Mundial, onde faz duas palestras, a apresentação do vídeo intitulado “Uma Nação chamada São Paulo”, que responde por 33% do PIB brasileiro. Mais que a Argentina.

Presidente Novo
O deputado federal eleito Marcel Van Hattem (Novo-RS) lançou, esta semana, candidatura própria à presidência da Câmara dos Deputados. O partido tem uma bancada de oito parlamentares na Casa.

Descortesia
Houve na família de Bolsonaro quem não gostasse da declaração do general Mourão, saudando a derrota do Botafogo. Interpretaram como uma certa despeita contra o capitão-presidente, que é botafoguense.

Pensando bem…
…o que antes era cobertura jornalística, hoje mais parece uma cruzada.

O deputado João Almeida (PSDB-BA) estava num voo Brasília-Salvador e se impacientou com uma passageira que atacava os políticos. “A senhora votou em quem para governador?” Ela respondeu: “No filho de ACM.” Almeida exclamou: “Mas ele morreu! O governador é Paulo Souto.” A mulher admitiu: “Ah, foi nesse mesmo que votei”. O deputado ganhou moral: “E para deputado federal?” A eleitora contou: “Votei num homem que meu cunhado pediu.” Ele arriscou, brincando: “João Almeida?” A mulher lembrou: “Esse mesmo. Eu nem lembrava mais…”

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