quarta-feira, 16 de janeiro de 2019.
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"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Isolado e rejeitado

Fernando Maia

Colunista - Política

sexta-feira, 02 de novembro 2018

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O PT atravessa o mesmo calvário dos grandes partidos apeados do poder, sofrendo a pulverização das suas forças, resistindo, aparentemente forte na Câmara dos Deputados, com a maior bancada, e perdendo substância no Senado Federal. A sua grande derrota foi o desgaste moral que vitimou a sua tropa, após 14 anos à frente do Governo sem deixar um legado capaz de afiançar a sua sobrevivência. Nem mesmo o Lula escapara do declínio. A eleição impôs o afastamento de políticos que o povo identificou como a serviço do atraso econômico e financeiro do país, mas a força democrática influenciou a resistência graças à elasticidade do mecanismo institucional. Ferido de morte, com o isolamento de Lula, não será o de antes nem terá a mesma importância no processo da governabilidade. Grande parte radicalizado pelos resultado obtido nas urnas terá de se sujeitar à condição de coadjuvante numa oposição liderada por Ciro Gomes, nome citado com o mais confiável para formar uma frente contrária ao novo governo. Não se reconhece mais no PT nem no que restou das suas lideranças, o bom senso que a missão requer. O País necessita oxigenar o seu organismo político sem uma oposição retrograda e destrutiva nos moldes plantados pelos petistas. Queira-se ou não, o pleito presidencial deste ano trouxe uma reviravolta muito maior que se poderia prever. Só se espera que tenha sido para o bem.

Mão divina. Muito importante para o país a indicação do juiz Sérgio Moro para o gabinete ministerial. É um nome emblemático que dará seriedade ao governo de um presidente que a inteligência nacional não levava a sério. Pela primeira vez, o poder civil se alinha à sociedade no reconhecimento a um magistrado que representa o desejo unânime do povo. Essa escolha não foi de Jair Bolsonaro. Foi a mão divina colaborando para pôr fim às angústias e o sofrimento de uma nação.

Liberdade de escolha .
O capitão Wagner reúne na próxima semana lideranças não alinhadas ao governo para mudar o critério de escolha do presidente da Assembleia Legislativa. Quer abrir o debate em torno da eleição da Mesa Diretora do Poder Legislativo, discutindo com os seus pares a escolha de nomes para integrar o colegiado, se manifestando, antecipadamente, contrário a interferência do Poder Executivo no processo.

Esculachando . Cid Gomes, falando à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, foi além do que já dissera antes da eleição. “Se quiser continuar como partido, e não como seita, o PT vai ter que pedir perdão ao povo brasileiro”.
Teve mais . Não ficou por aí a catilinária de Cid contra o PT. Do alto da torre mandou brasa.“ O PT terá de se contentar e meter o rabo entre as pernas”.
Mais parceiros . Enquanto governadores escorregam na maionese, na busca de crescimento, Camilo Santana corre na frente e volta à Europa, em busca de novos parceiros para o Ceará.
Expondo . Na agenda de Camilo no Velho Mundo, palestra na cidade de Roterdã, para 200 grandes empresários europeus interessados em investir na ZPE do Pecém.
Como VT . Camilo Santana tem alguma coisa de Virgílio Távora. Quando sofreu restrições para investimentos no Ceará, VT inovou criando um programa de incentivos fiscais.
Vai as compras . Antevendo tempos ruins, por falta de interlocutor no novo governo, Camilo Santana se antecipa e “vai às compras” no mercado externo.
Caindo na real . Dentro do realismo da política nacional, o ex-candidato a governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, afirma que, naquele estado, onde era muito poderoso, o PSDB “acabou”.
Politicagem . Para o deputado Audic Mota, o processo sucessório da União dos Vereadores do Ceará – UVC – deve priorizar a defesa dos vereadores, livrando aquela instituição de politicagem.

“O que contribui para piorar a política do Brasil é a maneira como os partidos, quase sempre, abrem suas portas a corruptos endinheirados”. Ex-senador gaúcho Pedro Simon.

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