sábado, 20 de outubro de 2018.
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Itamaraty premia com ócio acusado de assédio

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quarta-feira, 13 de junho 2018

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Não podemos concordar com a decisão
Ministro Leandro Cruz, sobre Temer tirar dinheiro do Esporte e entregar à Segurança

OPaís em que deputado mora na Papuda e presidiário lidera pesquisa para presidente merece, mesmo, que o corporativismo do Ministério das Relações Exteriores tenha premiado, com a transferência para o escritório do Rio de Janeiro, à beira-mar, o embaixador João Carlos de Souza-Gomes, acusado de assédio sexual. Nem sequer foi mandado para o “Gaoa”, depósito de diplomatas encostados no porão do anexo do Itamaraty – que, aliás, tem um histórico de proteger assediadores.

Assediador de Roma
Souza-Gomes é acusado de assediar servidoras da representação do Brasil junto à FAO, órgão das Nações Unidas com sede localizada em Roma.

A serviço do nada
Em Brasília, o escritório do Rio tem reputação de inutilidade: não serve nem para apoiar delegações estrangeiras que chegam no Galeão.

Encosto muito caro
O Itamaraty manda para o escritório no Rio, salvo raras exceções, diplomatas encostados que não têm a dignidade de aposentar-se.

Sem dar satisfação
O secretário-geral do Itamaraty, Marcos Galvão, mesmo indagado por sua assessoria, não se deu ao trabalho de explicar para a imprensa o prêmio ao colega.
Os licenciados
Telmário Mota (PTB-RR) pediu licença-saúde e outros seis suplentes fizeram o mesmo antes da volta dos titulares, só para manter o status.

É mole
Gilberto Piselo (RO) assumiu mandato de Acir Gurgacz (PDT) por seis dias, custou-nos R$ 77,6 mil, mais R$ 3,9 mil em passagens aéreas.

Salários vapt-vupt
Os 30 suplentes que assumiram mandatos receberam dois salários de R$ 33,7 mil a título de “ajuda de custo” de início e fim de mandato.

Declínio em oito anos
Completa oito anos, nesta quarta-feira (13), o documento a Lula, assinado por todos os diretores regionais, acusando a deterioração dos serviços dos Correios. Hoje, Lula está preso por corrupção e a estatal quebrada.

Há ministro?
O editor Luiz Fernando Emediato (Geração) aguardava voo em Porto Alegre, ontem (12), quando alguém disse que ministro da Cultura (Sergio Sá Leitão) estava caindo. Sua reação: “Uai, sô! Havia um?”

Ministro Bertini
Alfredo Bertini é um dos favoritos para ministro da Cultura. Currículo, tem: expert em gestão cultural, foi duas vezes secretário do ministério (Audiovisual e Infraestrutura). E apoio de prefeitos e parlamentares.

Temer cresceu
Michel Temer estreou sapatos novos, solado “plataforma”, que o deixa dois centímetros mais alto. Só quem não é baixinho desdenha do súbito crescimento. Mas, esqueceu de amarrar o cadarço, quando presidiu, ontem, a assinatura do Código de Mineração, no Palácio do Planalto.

Erro de data
O Superior do Tribunal de Justiça (STJ) tornou réu o conselheiro Manoel de Andrade, por haver votado no Tribunal de Contas do DF em “benefício próprio”, como dono de licença para táxi. Só que não: foram beneficiadas licenças de 2004 para cá. A dele é datada de 1977.

Vai ter trabalho
A Bolívia concedeu agrément ao futuro embaixador do Brasil em La Paz, Octávio Henrique Dias Garcia Côrtes. Diplomata experiente, ele terá de lidar, coitado, com a turma do cocaleiro Evo Morales.

Corregedores reunidos
O ministro Humberto Martins, vice-presidente do STJ e próximo corregedor nacional de Justiça, participa nesta quarta (13), em João Pessoa, do 78º Encontro de Corregedores dos Tribunais de Justiça.

Sob nova direção
O juiz federal Fernando Mendes toma posse como presidente nacional da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) hoje, em Brasília. Juiz desde 2002, ele presidiu a Ajufe-SP entre 2015 e 2017.

Pensando bem…
…os elogios de Donald Trump a Kim Jong-un provam que o americano não entendeu nada e que o baixinho invocado apenas se divertia com o encontro.

Indicado governador de Minas Gerais, em 1977, Francelino Pereira foi muito assediado para nomear correligionários. D. Bilica era das mais insistentes. Ele prometeu atender, mas nada. O tempo foi passando e meses depois encontrou-a instalada logo na primeira fila, numa solenidade. Saudou-a: – Olá, dona Bilica! Tenho uma boa notícia para a senhora: acabei de nomeá-la. Sai amanhã no “Minas Gerais”, o diário oficial do Estado.
Ela respondeu, em voz alta: – Como o senhor assinou a nomeação se só me conhece pelo apelido? Ele ficou envergonhado. Pediu desculpas e a nomeou dois dias depois.

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