terça-feira, 23 de abril de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Juramento público

Macário Batista

Colunista - Política

segunda-feira, 08 de abril 2019

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Juro, de pés juntos, que não gosto de fuxico. Uma fofocazinha até que passa, mas fuxico é coisa feia. Também acho feio instigar um contra outro, assim como, quando era menino, “estumar cachorro em gato” pra ver a carrreira. Por isso mesmo tenho feito resguardo de coisas que andam ocorrendo no Brasil. O meio século de vivência vinha deixando a impressão de que mais hora, menos hora, iria sair nome de mãe nessa briga de intolerância e de ódio exarcebados. Isso entre os grandes protagonistas porque no canelau, nas tais redes sociais, de há muito, as ocorrências são desastrosas. Como dizem torcedores vencedores, “eu já sabia”. Sabia que ia dar porcaria, e deu. O deputado chamou o ministro de “tchutchuca” e “tigrão”. O Ministro devolveu: “Tchutchica é a mãe e a tua avó”. Vixe! No meu tempo, negum fazia um risco no chão e gritava: quero é ver quem pisa no risco primeiro. Quem pisar tá falando na mãe do outro. Pisca, pega! No Congresso Nacional, não precisou o risco. Assim mesmo, o rolo, que acabou com a sessão da CCJ e o ministro do dinheiro, foi parar na Delegacia de Polícia do Congresso. Ainda não se sabe se teve BO ou se foi só teatro, mas fedeu a cão. Juro que não sou de fazer fuxico pra ninguém brigar, mas se eu fosse o filho do Zé Dirceu, não aguentava falar na minha mãe nem na minha avó, não. Ora, ora, ora!

Arrumações de
Bolsonaro, segundo
Ciro Gomes
Terceiro colocado nas eleições presidenciais de 2018, Ciro Gomes (PDT) afirmou ao O Estado que o presidente Jair Bolsonaro está “muito bem orientado” em ações que acabam causando polêmicas, como a declaração de que o “nazismo é de esquerda” ou críticas a instituições de pesquisa, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A tese
“Tenho uma tese de que o Bolsonaro está muito bem orientado sob o ponto de vista da marquetagem. Para todas as dificuldades reais que acabam fragilizando (o governo), ele inventa em cima uma tese. E a esquerda antiga cai como um patinho e polariza”, afirmou Ciro. Para ele, trata-se de uma estratégia bem coordenada, apesar de resistências na ala militar do Governo. “É claramente uma estratégia esse divisionismo. Ele vai dando argumentos cíclicos para a turma dele se coesionar (sic) em outro universo”, afirma.

Exemplos
Para exemplificar sua linha de raciocínio, Ciro cita, também, a queda da popularidade recente do Presidente, medida por pesquisa Ibope. A parcela da população que considera o governo bom ou ótimo caiu de 49%, em janeiro, para 34%, em março – baixa de 15 pontos porcentuais em dois meses. Na ocasião, Bolsonaro criticou a pesquisa. “O mesmo instituto falou que eu perderia para todo mundo no segundo turno”, afirmou.

Burrices do IBGE
Ciro cita ainda as críticas à metodologia do IBGE como exemplo da prática. Bolsonaro disse que o índice de desemprego “não mede a realidade” e que os dados parecem “feitos para enganar a população”. “Aí, cai (a avaliação) no Ibope, o desemprego aumenta, e ele vai e inventa um negócio para esculhambar o IBGE, falando que são burocratas, que são petistas. Ninguém é tão imbecil assim”.

Elvis não morreu
Quinta-feira a Orquestra Sinfônica do Ceará vai se apresentar, no teatro do RioMar. Será uma homenagem a Elvis e seus grandes clássicos. Isso é imperdível.

Maldade cearense
E no meio de um show de humor, desses que ocorrem todo dia em Fortaleza, o ator perguntou à plateia, com ar preocupado: Alguém ai conhece os filhos do Mourão?

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