quarta-feira, 17 de julho de 2019.
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Jurista ‘terrivelmente evangélico’ deve ser o AGU

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quinta-feira, 11 de julho 2019

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Estamos preocupados com a reforma da Previdência e não com a do sítio ou do tríplex
Deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) se dirige aos parlamentares do PT na Câmara

Q uando o Presidente disse ter intenção de nomear jurista “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal Federal (STF), muitos pensaram que Jair Bolsonaro se referia ao juiz federal Marcelo Brêtas, titular da 7ª Vara Criminal no Rio e responsável pela Lava Jato naquele estado. Mas, na verdade, o desejo de Bolsonaro é nomear o ministro da Advocacia-Geral da União, André Luiz Mendonça, que é o jurista “terrivelmente evangélico” mais próximo do presidente da República atualmente.

Doutor na carreira
Funcionário de carreira da AGU, André Mendonça é doutor em Estado de Direito e Governança Global e mestre em Estratégias Anticorrupção.

Laico, mas…
O Supremo Tribunal Federal mantém um crucifixo no plenário da corte, muito embora o estado seja laico.

Religiosos
Há casos de ministros do STF conhecidos pela devoção a santos da Igreja Católica. Nem por isso deixaram a própria fé afetar as decisões.

Prioridades
Na verdade, a religião do ministro que será indicado pouco importa. O que vale é a decisão com base nos autos e não em preceitos religiosos.

Total bilionário
Os 594 senadores e deputados ganham emendas. São R$15,4 milhões por parlamentar e R$170 milhões para cada uma das 27 bancadas.

Tunga coletiva
Apenas as 27 emendas de bancadas estaduais, que este ano vão nos custar R$ 4,5 bilhões, pulam para R$ 6,7 bilhões no ano que vem.

Cheque a descoberto
Até 2021, cada uma das bancadas estaduais do Congresso terá ao menos R$313 milhões para gastar. Total: R$8,5 bilhões.

Parindo ratos em série
A cada divulgação de supostos diálogos sem qualquer conotação criminosa, entre juiz e procuradores, diminui a “euforia dos corruptos” a que se referiu Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.
Privilégios em números
Presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PL-AM) esmiuçou os valores per capita da reforma da previdência. Para os trabalhadores da iniciativa privada são, em média, R$ 91,63 por mês contra R$ 1.250 dos servidores públicos, que se aposentam com salários bem maiores.

Teatro com adereços
Ontem o teatro foi completo na Câmara dos Deputados. Teve até ratos de plástico grudados numa cópia da Constituição Federal. “Arte” assinada pela deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS).

Deve acabar mal
Em razão da reforma da previdência, o Conselho de Ética da Câmara cancelou a reunião que instauraria o processo contra Maria do Rosário (PT-RS), por quebra de decoro. Ainda não foi marcada nova reunião.

Signo da desconfiança
Bolsonaristas da Câmara não confiam na proposta de reforma tributária do economista Bernard Appy, ex-secretário de Política Econômica de 2003 a 2009. Eles não confiam em quem serviu aos governos do Partido dos Trabalhadores.

Faltou o tamborete
O “discurso da foto” da oposição foi feito ontem por Paulo Pimenta (PT-SP), mas o que comoveu foi o esforço de Gleisi (PT-PR) para aparecer no primeiro plano da imagem. Sem tamborete, teve de se esgueirar entre papagaios de pirata para ficar na frente, na tribuna.

Desidratação de véspera
Bancadas do N/NE e Centro-Oeste já se movimentam para impedir ou minimizar perdas decorrentes da eliminação de incentivos fiscais para atrair indústrias. É o começo da desidratação da proposta de reforma tributária, próxima polêmica agendada para o Congresso.

Sorte amazônica
O governador e a bancada do Amazonas eram recebidos por Ricardo Salles (Meio Ambiente), terça (9), quando Bolsonaro chegou de repente, em visita-surpresa. Os amazonenses ganharam na loteria. Pediram reunião com o ministro e ganharam o presidente de lambuja.

Pergunta nos cofres públicos
Quanto custaram (e quem pagou) as camisetas, adesivos, faixas e cartazes usados por deputados de oposição para fazer propaganda no plenário da Câmara contra a reforma da Previdência?

JK se reunia no Catetinho, recém-construído, com jornalistas, engenheiros, arquitetos (como Niemeyer e o jovem repórter Murilo Melo Filho, da Manchete), que serviam uísque quente no copo. Não tinha gelo porque não havia energia em Brasília. JK lamentou: “Não gosto de uísque, mas sei que uma pedrinha de gelo aí nos copos seria muito bem-vinda…” Mal acabara a frase, desabou uma chuva torrencial, com pedras de granizo, que os levou a tomarem uísque com o gelo, providenciado, lá no céu, por JK.

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