quarta-feira, 19 de junho de 2019.
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Lava Jato: dinheiro do Bndes no bolso de Lula

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

segunda-feira, 21 de janeiro 2019

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A expectativa é gerar economia de
R$ 9 bilhões este ano
Ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil), sobre os efeitos da MP Antifraude no INSS

Alista dos financiamentos do Bndes no exterior, divulgada sexta-feira (18), dá sentido às relações promíscuas do ex-presidente Lula com a Odebrecht, que ele beneficiou com 80% das obras em ditaduras latino-americanas e africanas. Integrantes da Lava Jato acham que dinheiro do BNDES acabou no bolso de Lula. Emílio Odebrecht, controlador da empreiteira, confessou até mesmo que havia uma “conta corrente” de R$300 milhões para o ex-presidente presidiário gastar como quisesse.

Pagou, levou
A relação entre Lula e a empreiteira baiana foi baseada em corrupção, simples assim. A Odebrecht pagou e levou os melhores contratos.

Pacotão de negócios
A construção do Porto de Mariel (Cuba) foi financiada pelo banco público Bndes por R$ 2,7 bilhões. E construído pela Odebrecht.

Pacto de sangue
E o ex-ministro Antonio Palocci revelou à Justiça espontaneamente, sem acordo de delação, o “pacto de sangue” entre Lula e a Odebrecht.

Propina em caixas
A propina era tão rotineira que Palocci contou fazer entregas de dinheiro vivo a Lula em caixas de celular e, claro, de uísque.

Poder do Congresso
Para não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo Bolsonaro fica nas mãos do Congresso e precisa aprovar um crédito suplementar.

Obviedade
Com déficits desde 2015, o governo não terá problemas em evidenciar a “necessidade urgente” exigida para abrir créditos suplementares.

Deu sorte
Especialistas lembram que o governo Temer, enfraquecido, não sofreu em 2018 porque o BNDES devolveu R$130 bilhões ao Tesouro.

Faltou informação
A estratégia de centrais sindicais para impedir a reforma da Previdência envolve “luta, greves e paralisações, para enfrentar propostas nefastas do governo,” diz PT/CUT. Mas a nota oficial não menciona números.

Bola no chão
A inexperiência de alguns militares que assessoram o Planalto não ajuda muito nos momentos de tensão. Supervalorizam o noticiário e até flertam com o pânico. Falta um deles botando a bola no chão.

São uns artistas…
Lançado pela editora Oficina, “Sem título, uma performance contra Sérgio Moro” sustenta que foi “artística” a tentativa malandra de um desembargador ligado ao PT de soltar Lula aproveitando-se do plantão. O autor certamente vê poesia na corrupção do ilustre presidiário.

Um bilhão para partidos
A expectativa de partidos políticos na Câmara é de que o Fundo Partidário, verba anual distribuída entre os partidos políticos que atingiram a cláusula de barreira, será de mais de R$ 1 bilhão em 2019.

Mourão usa crachá
Poucos reparam no detalhe, mas o vice-presidente Hamilton Mourão está dispensando de qualquer adorno que o identifica, para ter acesso ao Palácio do Planalto. Mas faz questão de usar o crachá funcional.

Tem petista na linha
O Planalto acha que um petista fez o relatório com a lista do Bndes, o “mapa da mina” da corrupção do PT. Malandramente, o relatório diz ser “raro” não pagar o financiamento. Faltou dizer que ainda não venceu o prazo de carência de quase todas as obras financiadas em ditaduras.

Desafio dos 10 anos
Em 2009, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) disse que “toda onda acaba em espuma”, ao criticar quem havia notado que a “marolinha” de Lula era, na verdade, um tsunami devastador. Lupi acabou demitido, o Brasil em crise com mais de 12 milhões de desempregados. E Lula, preso.

Test-drive vip
O superministro da Justiça, Sérgio Moro, andou almoçando no self service administrado pelo Senac-DF, espaço-pedagógico de onde quase todos os alunos já saem empregados. Não deve gostar da ideia do colega Paulo Guedes (Economia) de cortar recursos do Sistema S.

Pensando bem…
…para a maioria das pessoas o “desafio dos 10 anos” foi sobreviver aos governos do PT.

Então líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB), encontrou um parafuso no chão azul do plenário. Bem-humorado, gritou:
– Quem perdeu um parafuso?
Alguém gritou lá do fundo:
– É da cabeça de Suplicy!
Todos caíram na gargalhada, exceto – claro – o pai do roqueiro Supla

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