quarta-feira, 17 de julho de 2019.
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Lobby da mineração se infiltra no Executivo e no Legislativo

Macário Batista

Colunista - Política

terça-feira, 05 de fevereiro 2019

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Gera apreensão a infiltração do lobby da mineração nos poderes Executivo e Legislativo. André Trigueiro levanta, no G1, alguns agentes da mineração que ocupam postos-chave do Executivo e do Legislativo. Um deles é o diretor-presidente da Agência Nacional de Mineração, que, até agora, não abriu a boca para falar da tragédia de Brumadinho. Victor Bicca assumiu o cargo no final do ano passado, para fiscalizar a segurança das barragens de rejeitos minerais em todo o País, uma das principais atribuições definidas por lei para a agência. O relator do processo que resultou na sua escolha foi o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), um político claramente identificado com o lobby da mineração. Bicca prometeu acelerar a tramitação de processos para a exploração de 20 mil novas jazidas de minério ainda este ano, e pediu ao Congresso que aprove a abertura de lavras em terras indígenas. Ele é aliado de Leonardo Quintão, ex-deputado federal por Minas Gerais, que teve a campanha financiada por mineradoras e tem um irmão empresário do ramo da mineração. Em 2015, antes da tragédia de Mariana, Quintão era o relator do Código da Mineração, bastante criticado pela ausência de regras rígidas que pudessem garantir a devida proteção às populações que vivem próximas às barragens e ao meio ambiente. No primeiro escalão do Governo, quem mais deveria zelar pelos interesses do meio ambiente, o ministro Ricardo Salles, foi condenado, em primeira instância, pela Justiça de São Paulo, por improbidade administrativa num caso envolvendo mineração. Ele foi considerado culpado por alterar, de forma fraudulenta, a Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, “beneficiando setores econômicos, notadamente a mineração”. Trigueiro cobra esclarecimento dos “muitos pontos obscuros que envolvem as relações (e conflitos de interesse) entre o setor público e o privado. A mineração no Brasil precisa de um choque de ética e transparência.”

Mostrando o lenga Isso tem de ficar no registro não só do imaginário brasileiro, mas na imagem documentada da História do Brasil. Um senador chama o outro pra briga aos gritos de
“…seu merda!”. O Outro responde: “Você é ladrão! Vai pra cadeia!”. Isso tudo em plenário e nos corredores do Senado.

Dois suplentes assummem
Lucílvio Girão já estava acertado pra assumir mandato na Assembleia. Zezinho Albuquerque indo pra Secretaria das Cidades proporcinou a subida do pedetista.
O outro
Duquinha também vai ao principado. Como segundo suplente na Assembleia, deverá assumir com licença de Fernando Hugo,por 120 dias, para tratamento de saúde.
Mais um
A expectativa é que Oriel Mota, filho, possa assumir, em breve, o mandato, como terceiro suplente.
A deputada Erika Amorim tira licença de 30 dias, mas poderá amplia-la depois.
Como e quando
Um suplente só assume o lugar de um titular quando este tirar licença de 120 dias. Menos disso, ninguém entra em seu lugar. Deputada Erika Amorim acompanha um familiar em tratamenteo médico, em São Paulo.
RC resolve
Os bastidores apontam para negociações envolvendo a Prefeitura de Fortaleza, que poderia chamar alguém do Legislativo para uma secretaria municipal. Isso já foi feito antes.
Sabedoria
Adauto Araujo é vereador em Juazeiro do Norte. Piadista e contador de causo. Pediu voto numa casa da periferia e a dona mais que depressa pediu também: – Seu Adauto, o senhor pode me arrumar um milheiro de tijolo? Adauto foi rápido no gatilho; – Se não tiver muito espalhado arrumo ligeiro pra senhora.

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