segunda-feira, 18 de março de 2019.
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Lula não queria ir a enterro, foi só jogada política

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quinta-feira, 27 de dezembro 2018

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O indulto é uma tradição no Brasil
Ministro Marco Aurélio Mello (STF), ao comentar o impasse do indulto presidencial

Q uando tentou autorização para ir ao sepultamento, em Brasília, do ex-deputado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas, de quem se diz amigo, o ex-presidente Lula sabia que a pretensão não tinha respaldo legal, mas o objetivo era desgastar a Justiça. Quando, em 2013, morreu o velho amigo Jorge Ferreira, dono de bares e restaurantes em Brasília e muito mais ligado a ele que Sigmaringa, Lula ignorou o enterro. Como presidente, não gostava nem mesmo de sobrevoar áreas inundadas.

Culpa de madame?
Quando era presidente, a assessoria de Lula atribuía a dona Marisa o veto a visitas dele a áreas devastadas por fenômenos como enchentes.

Longe de tragédias
Em 2010, com isopor na cabeça, Lula não saiu da praia na Bahia para visitar área de deslizamento, no Rio de Janeiro, que matou dezenas.

Nem para confortar
Jato da TAM caiu em Congonhas, matando 199 pessoas em 2007. Lula jamais visitou o local e só anos depois receberia familiares das vítimas.

Só enterro que dá mídia
Lula não foi a velórios senão de figuras que garantiriam visibilidade internacional: como nas mortes de Nelson Mandela e Fidel Castro.
Último caso
A posse de Fernando Collor, em 1989, foi realizada em 15 de março devido às disposições transitórias previstas na Constituição.

Quase mudou
Emenda do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), à reforma política mudava a posse para dia 5 de janeiro, mas foi retirada do texto.

Outros exemplos
EUA, Alemanha, França, Reino Unido, México e até mesmo vizinhos como Argentina, Chile e Uruguai têm posses fora do período de festas.

Todo cuidado é pouco
O assassinato do ex-senador capixaba Gerson Camata, nesta quarta-feira (26), em Vitória, serviu para mostrar que fazem todo o sentido os cuidados de segurança para a posse de Jair Bolsonaro.
Gentileza gera gentileza?
Gerson Camata foi, certamente, um dos políticos mais gentis que já atuaram no Congresso Nacional. Era do tipo que sabia ser firme nas posições, mas era elegante no relacionamento até com adversários.

Nobre amigo
O vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, é muito apegado ao cavalo Índigo, que monta no Rio. O “nobre amigo”, como ele se refere ao animal, embarca nesta quinta-feira (27) para Brasília, onde vai ficar sob cuidados dos Dragões da Independência, regimento do Exército.

Zelador da alma petista
Em dezembro de 2011, o abusador João de Deus disse que “cuidava da alma” de Lula, após o diagnóstico de câncer. Pelo sim, pelo não, Lula se submeteu a tratamento no Sírio-Libanês, o melhor do País.

Eles estão chegando
O governo americano reservou 80 apartamentos no hotel Golden Tulip, onde se hospedou o então presidente Barack Obama, para a posse de Bolsonaro. O hotel fica a poucos metros do Palácio do Alvorada.
Visitação patética
Enquanto a Polícia Federal confirmava investigação sobre sua suposta participação na divisão de propina de R$ 8,5 milhões para ajudar a aprovar projeto de interesse da Braskem, Renan Calheiros falava da visita ao ex-presidente Lula, com senadores lulistas derrotados nas urnas.

Arranjos políticos
As derradeiras articulações para o ministério Bolsonaro tiraram Alfredo Bertini da rota da Cultura. Engajado desde a campanha, sempre foi um nome forte desse setor, até mesmo pelos muitos ideológicos.

Mudança de planos
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chega ao Rio de Janeiro para acompanhar a queima de fogos do Réveillon. Ele avalia até acompanhar a posse de Wilson Witzel antes da posse de Jair Bolsonaro.

Pensando bem…
…se o público previsto na posse de Bolsonaro se confirmar, será quase o triplo dos presentes na posse de Lula.

Deputado estreante no início dos anos 1990, o pernambucano Gustavo Krause era ignorante em matéria de Brasília e por isso teve dificuldade de encontrar o complicado endereço do catarinense Jorge Bornhausen, que oferecia um jantar a parlamentares novatos. Ele já encontrou o ambiente animado. Ainda na porta da casa, festeiro, Krause foi logo gritando: “Santa Catarina e Pernambuco, unidos, jamais serão vencidos!”
Apresentou-se súbito silêncio, as pessoas trocaram olhares e o sorriso de Gustavo Krause foi sumindo enquanto ele descobria que era a festa errada. Saiu de fininho.

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