segunda-feira, 18 de março de 2019.
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Maia deve ser mais longevo presidente da Câmara

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quarta-feira, 09 de janeiro 2019

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Reduz perdas e ineficiências que se arrastam por muitos anos
Presidente do BNDES, Joaquim Levy explica um dos benefícios das privatizações

Rodrigo Maia (DEM-RJ) segue favorito para a reeleição à Presidência da Câmara e deve se tornar o deputado no cargo por mais tempo, de forma ininterrupta, desde a redemocratização. Deputados não podem comandar a Câmara por mais de dois anos numa mesma legislatura, mas Maia assumiu em julho de 2016, após a cassação de Eduardo Cunha e foi eleito em 2017 para mais dois anos. A eleição de 2019 conta como outra legislatura e Rodrigo Maia pode continuar no cargo até 2021.

É isso
Cada mandato de deputados é considerado uma legislatura e, por isso, Maia pode se reeleger presidente. Em fevereiro começa outro mandato.

Fora da normalidade
A menos que outro acontecimento de força maior, como a cassação de Cunha, ocorra novamente, Maia não poderá ser ultrapassado no futuro.

Quem fica para trás
Apenas dois deputados tiveram quatro anos na presidência da Câmara: Ulysses Guimarães (85 a 89) e Michel Temer (97 a 2001).

Quadro geral
Michel Temer foi presidente entre fevereiro de 2009 e dezembro de 2010 e é recordista da Nova República. Ulysses presidiu a Câmara de ’56 a ’58.

Têm mais de 70 anos
Sem a PEC, os ministros Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Rosa Weber seriam aposentados compulsoriamente.

A favor da redução
Para 42,2% dos pesquisados, ministros de tribunais superiores devem voltar a ter aposentadoria aos 70 anos e não mais aos 75 anos.

Entrevistados
O Paraná Pesquisa ouviu 2.006 brasileiros de 16 anos ou mais em 148 municípios dos 26 Estados e Distrito Federal, entre 12 e 15 de dezembro de 2018.

Se houver união…
Após a adesão do PR a DEM, PSD, PPS, PRB, Pros, PSDB e PSL são oito os partidos que apoiam Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidente da Câmara. Juntos somam 223 deputados, incluindo o DEM de Maia, mas não há orientação de bancada e parlamentares têm voto secreto.

PT volátil
Presidente do PT, Gleisi Hoffmann, “garante” que não apoia Rodrigo Maia na Câmara. Mas, após encontrar o governador Wellington Dias (PT-PI), e oito de 10 deputados federais do estado, Maia se diz otimista.

Memória curta
Em janeiro de 2017, o diretório nacional do PT (com a presença de Lula) aprovou, por 45 votos a 30, resolução que permitia os filiados a negociar apoio para Rodrigo Maia (DEM-RJ) na eleição da Câmara e Eunício Oliveira (PMDB-CE), no Senado. Isso tudo após o tal “golpe” em Dilma.

Cabeças cortadas
Nem mesmo a cabeça de aliados foi poupada da degola, no Planalto. A Secretaria de Governo demitiu Bruna Fraga, filha do ex-deputado Alberto Fraga (DEM), aliado de primeira hora do presidente Jair Bolsonaro.

Sarney vai reclamar
Aliado do ex-presidente José Sarney, o ex-senador Francisco Escórcio também está na lista de dispensas do Palácio do Planalto. Sua demissão deverá ser publicada no Diário Oficial de hoje (9).

Romance sobre repressão
Ganhadora do Prêmio Jabuti de livro-reportagem, com “Operação Araguaia”, a jornalista Taís Morais lançará, em fevereiro, seu primeiro romance. O cenário histórico é a ditadura, com personagens fictícios.

TV bilíngue
Foco do noticiário após discurso da primeira-dama, Michele Bolsonaro, a integração de deficientes auditivos é objetivo da TV INES, na internet, há cinco anos, com a programação exibida em Libras e com legendas.

Tanque na reserva
A falta de gasolina de aviação (avgas) virou motivo de preocupação em lavouras importantes como soja e arroz. Segundo sindicato da aviação agrícola, no Rio Grande do Sul, a maioria dos aviões só têm combustível até domingo.

Pensando bem…
… posse de arma para “cidadão de bem” só vai virar lei porque não revogaram a posse daqueles “cidadãos de mal”.

O deputado João Pizzolatti (PP-SC) investigava uma maracutaia no Ministério da Saúde, no ano de 1996, quando um suspeito foi assassinado em Brasília, dias depois de encontrá-lo. Preocupado, ele consultou o presidente do partido, Esperidião Amin, sobre o risco de entrar com um pedido de informações sobre a compra de remédios no Ministério da Saúde. A resposta de Amin:
– Acho que você deveria entrar com o requerimento assim mesmo. Se te matarem, pelo menos, nós saberemos que estamos no caminho certo na investigação…

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