terça-feira, 13 de novembro de 2018.
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Memórias de Bosco Tenório

Sebastião Nery

Colunista - Nacional

terça-feira, 06 de novembro 2018

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“O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia. Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.”
Em 1958 um rio da história correu pelo Brasil. Juscelino era presidente e Celso Furtado criava a Sudene com Romulo Almeida.
Os dois não sabiam que começava ali um novo capítulo da história nacional.

Getúlio, eleito Presidente em 1950, convocara o economista baiano Romulo Almeida, secretario de Planejamento do governador da Bahia Antonio Balbino, com a missão de construir um novo caminho para a economia nacional, assessorado pelos economistas Roberto Campos, Jesus Soares Pereira, Ottolmy Strauch, Cleantho de Paiva Leite, Juvenal Osório, Roland Corbisier, Hélio Jaguaribe, reunidos no ISEB, (Instituto Superior de Estudos Brasileiros).

Dela nasceram o BNDES, o Banco do Nordeste. Dois anos depois, em 1958, Juscelino Kubitschek eleito presidente, o convocado foi Celso Furtado, e criaram a Sudene a partir de uma reunião em Garanhuns. Uma vez por mês, Celso e Rômulo se reuniam em Salvador convocando amigos e assessores para ampliarem aliados e liderados. Como assessor do Rômulo, acabei criando o Jornal da Semana e me elegendo deputado na Assembleia da Bahia.

Numa dessas reuniões, conheci, em Recife, o brilhante líder estudantil João Bosco Tenório Galvão, cassado da Faculdade de Direito de Recife, e eleito vereador. Aos poucos a Sudene ia reunindo em torno de si uma gama enorme de jovens lideranças que lá iam discutir os problemas de Pernambuco e do pais com as mais diversas posições políticas e ideológicas. Por exemplo: o governador Moura Cavalcante e seu chefe de gabinete Júlio Araújo, o líder estudantil de Natal Sileno Ribeiro, os jornalistas Anchieta Hélcias e Ângelo Castelo Branco. A partir daí, logo Bosco assumiu uma ativa liderança em toda a Universidade e em vários estados.
Este livro é um poderoso depoimento de alguém que soube fazer a hora e não esperou acontecer. Capítulo a capítulo Bosco vai evocando fatos que viveu e situações do seu tempo. Por exemplo:
“A Primavera de Praga”
“A UNICAP e 1968”
“Abaixo da Linha do Equador”
“Alegria, Alegria”
“Amizades que Peduram”
“Antonio Correa de Oliveira Andrade Filho”
“Atenas e Jerusalém”
“Azar do México”
“Che Guevara – O Cupido do Caribe”
“Chuva em Amã”
Leiam esse livro. Não é todo dia que se encontra um texto tão claro e tão interessante.”
Este é o prefácio que fiz para o livro “Caminhando e Contando casos mundo afora” e será lançado amanhã, dia 7, em Recife.
O Joezil Carvalho já arrebanhou gente de toda nação pernambucana, Olinda e além mar. Por enquanto a festa começa no Recife.

 

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