sábado, 17 de agosto de 2019.
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Mercadante abandona o MEC para voar com Dilma

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

terça-feira, 26 de março 2013

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• Papagaio de pirata “favorito” de Dilma nas viagens internacionais, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) está descuidando do Mec: ele estava no exterior e se manteve calado diante das denúncias de irregularidades nas provas de redação do Enem. E faltou ao Seminário de Avaliação Educativa do Mercosul, em Buenos Aires, onde já havia confirmado presença, para não perder o passeio a Roma com Dilma.

• Falta de Educação – A reunião avalia anualmente a qualidade da Educação do Mercosul e o importante indicador internacional Pisa, no qual o Brasil patina.

• Tango argentino – O Diário Oficial da União publicou ontem, sem exposição de motivos, o cancelamento da viagem de Mercadante, autorizada em 14 de março.
• Mais uma – Mercadante já deve estar conferindo o valor das diárias que poderá embolsar, acompanhando Dilma à reunião dos Brics na África do Sul.

• Cota aérea- Em 2012, Mercadante foi com Dilma a Nova York (ONU), Londres, Moscou, Paris, Nova Délhi e Granada, Espanha, numa “escala técnica”.

DF: polícia investiga esquema para melar licitação
• Virou caso de polícia a licitação do sistema de transporte coletivo do DF. O vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) repassou à Policia Civil denúncias de uma suposta conspiração para “implodir” comissão de licitação, a fim de “melar” a disputa, cujos últimos vencedores devem ser anunciados antes do feriado de sexta-feira. Até o final de junho, 42% do sistema estarão funcionando com novos ônibus e regras.

• Corrida de obstáculos – Até agora, o governo do DF superou 130 tentativas de empresários que atuam no sistema de paralisar a licitação, por meio de ações judiciais.

• Jurado de morte – Em meio à licitação, Dalmo Amaral, dono de três empresas sob intervenção, ameaçou matar até o governador Agnelo Queiroz (PT).

• Ouro paraguaio – O Banco Nacional, que abriu o célebre “guarda-chuva” até quebrá-lo, leva a leilão doze imóveis no Paraguai, avaliados em US$1 milhão.

• Distanciamento – Na visita a Pernambuco, Dilma driblou o assado de bode, bolo de rolo, compota de caju e suco de pitanga, no almoço que a aguardava na casa do governador Eduardo Campos, vizinha àquela onde Miguel Arraes recebia Lula. Ela preferiu o sol de rachar de Serra Talhada. 

• Na geladeira – A presidenta Dilma delegou ao ministro Aloizio Mercadante a tarefa de iniciar as conversas com o PR sobre vaga em Ministério. O partido se recusou. Prefere esperar o retorno dela, após o feriadão da Páscoa.

• Jarbas 2014 – O senador e gourmet Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) pilotou o fogão para 60 pessoas, neste final de semana, em homenagem ao ex-inimigo Eduardo Campos. E ainda serviu, como sobremesa, um discurso se colocando na sucessão ao governo pernambucano, em 2014.

• Teoria da conspiração – Deputados suspeitam que a busca e apreensão feitas pela PF na casa de Elias Fernandes, ex-diretor do Dnocs, é retaliação a seu padrinho, Henrique Alves (PMDB-RN), que ameaça votar o orçamento impositivo.

• Tráfico na mira – No DF, hoje, há mais de mil grampos telefônicos autorizados pela Justiça, e 60% deles são relativos a tráfico de drogas. Com a maior renda per capita do País, Brasília foi invadida por traficantes.

• Pequeníssimos
 – Não bastasse ser reduzida, a oposição no DF ainda está rachada. As mulheres, então, mal se falam. As distritais Eliana Pedrosa e Celina Leão (PSD) trabalham contra Liliane Roriz, do mesmo partido.



• Expectativas – O advogado de João Paulo Cunha no processo do mensalão, Alberto Toron, acha que o acórdão será publicado já em abril. Mas pede prazo maior para entrar com os recursos, “dado o tamanho do processo”.   

• Meu bolso, não – Servidores da Câmara reclamam da decisão de Henrique Alves (RN) de endurecer as regras para registro de frequência. Alegam que, se era para cortar gastos, não fez sentido o aumento da verba de gabinete.   

O PODER SEM PUDOR
Comigo não, violão
O maridão da prefeita Marta Suplicy, argentino Felipe Belisário Wermus, que se apresenta como “Luís Favre” e tinha fama de conquistador, estava ao lado de Lula no dia de sua primeira vitória para a Presidência. Os dois são amigos. Wermus o abraçou, eufórico:
– Agora não sei se vou ficar em São Paulo ou vou para Brasília!
Lula reagiu com uma brincadeira:
– Eu já sou casado, meu caro…

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