quarta-feira, 26 de junho de 2019.
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Ministro da Microempresa deve ser Afif, do PSD

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

sexta-feira, 18 de janeiro 2013

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• A adesão do PSD ao governo Dilma Rousseff deverá ser formalizada com a nomeação de Guilherme Afif Domingos para o cargo de ministro da Microempresa. Ex-vice-prefeito paulistano, Afif fez carreira a partir da Associação Comercial de São Paulo, e até disputou a presidência da República. Dilma pretendia nomear para o cargo Luiza Trajano, dona das lojas Magazine Luiza, mas a empresária declinou do convite.
• Partido grande – Criado por Gilberto Kassab, o PSD cresceu com insatisfeitos de vários partidos. Tem 55 deputados, já é a terceira maior bancada da Câmara.

• Olho nos cargos – Apesar da ligação de Kassab ao ex-governador tucano José Serra, que inspirou sua criação, o PSD já nasceu flertando com o governo Dilma.
• Alergia – Sintomático que menos de R$ 900 foram gastos com assinatura de jornais nas despesas secretas com cartão corporativo na era Lula.
• Cultura relaxada – Pelo critério da ministra Marta “Relaxa e Goza” Suplicy (Cultura), o vale cultura que pode comprar até “revista de 5ª”, deve incluir revista pornô.

Dilma acena espaço para o PR contra Garotinho
• A presidenta Dilma está preocupada com a possível eleição de Anthony Garotinho (RJ), critico do ex-presidente Lula, como líder do aliado PR na Câmara. Ela teme que isso inviabilize aliança com o partido em 2014. Em encontro com o atual líder, Lincoln Portela (MG), Dilma disse que espera contar com o apoio do PR para sua reeleição e sinalizou a possibilidade de negociar novo Ministério ao partido na minirreforma.
• Fechando o cerco – Dilma marcou nova reunião com o PR ainda para este mês, antes da eleição do líder do partido, que acontecerá em fevereiro.

• Opositor ferrenho – Para membros do PR, Garotinho, que disputa com o governista Giacobo (PR), é o melhor nome caso a bancada decida partir para oposição.
• À força – Aliados de Giacobo dizem que Garotinho ameaçou sair do PR, e levar mais seis deputados, caso não tivesse apoio de Valdemar Costa Neto.

• Eunício com Renan – O senador Eunício Oliveira (CE), que deve ser eleito líder do PMDB, confirmou à coluna ter sido sondado para disputar a presidência do Senado, mas não aceitou. Eunício disse que apoia Renan Calheiros.
• De volta – De licença desde as eleições municipais, o senador Blairo Maggi (MT) retorna aos trabalhos legislativos em fevereiro e garante que não houve qualquer avanço nas conversas sobre deixar o PR e se filiar ao PMDB.

• Incompetência – O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) culpa o excesso de normas para instalar antenas (mais de 200) pela má qualidade da telefonia celular: “É preciso dar a segurança para as operadoras melhorarem”.
• Ocupando espaço – Líder da bancada do holofote, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) não tem apoio nem mesmo de partidos de oposição para presidir o Senado. Mas sua candidatura, diz ele, é só para “provocar o debate”. Ah, bom.
• Admiração – Autor de 18 livros, o advogado e professor Osmar Paixão Côrtes lidera um dos escritórios de advocacia mais admirados do País, e o maior de todo o DF, segundo o anuário Análise Advocacia, que acaba de sair.

• Batendo chapa – Insatisfeitos com escolha do deputado Fábio Farias (RN) para ocupar a vaga do PSD na próxima mesa diretora da Câmara, os deputados Átila Lins (AM), José Carlos Araújo (BA), Júlio César (PI) e Ademir Camilo (MG), resolveram disputar o cargo no plenário. A eleição será no dia 4.
• Dominó no caos – Moradores de Águas Claras (DF) sofrem com apagões frequentes. E os funcionários da estatal de energia CEB, em vez de resolverem o problema, vão ao local e jogam dominó por horas. Têm até lugar cativo.

• Comissões – Os líderes do PR, PTB e PSC se reunirão no dia 31, às vésperas da eleição ao comando do Senado, para discutir presidência de comissão. O bloco está dividido entre Infraestrutura, Fiscalização e Meio Ambiente.

O PODER SEM PUDOR
Atravessando os séculos
O historiador Sérgio Buarque de Holanda (pai de Chico) conversava com o ex-presidente Washington Luís sobre literatura, numa esquina da rua Haddock Lobo, em São Paulo, onde moravam. Um defendia a produção literária do século 18, e o outro preferia a do século 17. Álvaro Augusto, filho de Sérgio, aos 10 anos, perdeu a paciência:
– Vocês não são do século 17 nem 18; são do século 20!…
Depois, olhou o cavanhaque branquinho do ex-presidente e corrigiu:
– …talvez, quem sabe, um pouco do século 19.

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