sexta-feira, 22 de março de 2019.
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Números mostram os disparates da Previdência

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quinta-feira, 28 de fevereiro 2019

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Claro que vai ter a digital do Congresso, mas sem desfigurar
Nova líder do governo, Joice Hasselmann (PSL), sobre a reforma da previdência

O s números dos privilégios dos aposentados no setor público são chocantes, quando comparados àqueles do setor privado. O valor médio de aposentadoria no Poder Judiciário, por exemplo, chega a R$27 mil mensais, mas quem acha isso um escândalo precisa saber que no Legislativo a média passa os R$28 mil. Enquanto isso, 66,5% dos aposentados, que totalizam 23,3 milhões de brasileiros inativos do setor privado, recebem proventos de até um salário mínimo por mês.

Vinte vezes mais
Os aposentados do Legislativo recebem o equivalente a vinte vezes o valor médio da aposentadoria dos trabalhadores do setor privado.

Desorganização
Os números apurados pela equipe que elaborou o projeto de reforma apontam para a mais completa desorganização da Previdência.

Rombo insuportável
O rombo da Previdência, que totaliza cerca de R$ 185 bilhões por ano, impede o Governo de investir em projetos que geram renda e emprego.

País de castas
Os 2,8 milhões de servidores aposentados custam aos cofres públicos, basicamente, o mesmo que 30 milhões de inativos do setor privado.

Jogada esperta
A exclusão das agências de viagem não reduz os preços. Apenas dispensa as empresas aéreas de pagar comissões a essas empresas.

Melhor que colo de mãe
Se a manobra for restabelecida, as empresas aéreas terão mais de 600 órgãos públicos pagando passagens à vista, tarifa cheia.

A origem
O esquema começou com a suspeitíssima MP 651/14, assinada por Dilma, após proveitosa reunião com representantes das aéreas.

Nada a comemorar
A Petrobras deveria se envergonhar do lucro líquido de R$ 25,8 bilhões em 2018. Tudo isso foi obtido com a adoção da política, em julho de 2017, de reajustes diários criminosos nos preços ao consumidor. Até maio de 2018, foram 207 aumentos, que levaram os caminhoneiros à greve que interrompeu a retomada da economia e dos empregos.

Pergunta na Praça
Diante do pedido de impeachment contra o Supremo Tribunal Federal, por divergir das posições dos ministros, a pergunta não se cala: se o STF exercer o direito à reciprocidade, quantos sobrariam na Câmara?

Campanha para trás
O ministro Ricardo Vélez Rodriguez (Educação) é acusado de usar “slogan eleitoral” de Bolsonaro, aquele que elogia Pátria e Deus. Seria o primeiro caso de proveito eleitoral de uma campanha que já passou.

Os sem-noção
Com toda essa confusão na Venezuela, alguns brasileiros sem-noção acharam que era hora de fazer turismo no Monte Roraima. O resgate deles virou um problema adicional para as autoridades brasileiras.
Partido não importa
O Estado da Bahia é um caso curioso: o governador, Rui Costa, é do PT, o prefeito da capital Salvador, ACM Neto, é do DEM. O presidente Bolsonaro é do PSL, mas os três são bem avaliados pelos baianos.

Linha-dura
A troca da liderança do governo Bolsonaro na Câmara retirou militar de destaque, deputado Major Vitor, por uma “civil”, Joice Hasselmann. Mas, a troca não suaviza: Joice é linha-dura.

Hino no legislativo
Antes de iniciar a semana de trabalho, a deputada distrital Julia Lucy (Novo), de Brasília, sempre reúne sua equipe para cantar o Hino Nacional. É claro que ela apoia iniciativas cívicas nas escolas.

Privatizações no DF
O Ministério da Economia foi informado que as privatizações no âmbito do Governo do Distrito Federal serão coordenadas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, Ruy Coutinho.

Pensando bem…
…não reformar pode acabar estragando a obra.

Francisco Dornelles era secretário da Receita Federal, quando decidiu fechar coletorias federais em pequenas cidades. Entre elas, estava a de Santo Antônio do Monte (MG), terra do ex-governador Magalhães Pinto.
– Um inimigo seu quer nos intrigar – reclamou Magalhães a Dornelles, por telefone – Tanto que mandou fechar a coletoria de Santo Antônio…
O secretário da Receita explicou o porquê de a cidade estar na lista.
– Bom – ponderou a raposa mineira – já que não dá para tirar da lista, dá para esquecer de fechar a coletoria?

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