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O Exército está vigilante

Fernando Maia

Política

sexta-feira, 19 de maio 2017

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O País vive momento de pasmo e incerteza, sem perspectiva de que o hoje será melhor que o amanhã. A delação do homem da JBS não pegou ninguém de surpresa. Num país onde os escândalos se multiplicam a cada hora, nada mais deve espantar. Tal clima deveria manter cada brasileiro em alerta, como estão os juristas e, nos últimos dias, alguns militares, como é o caso do general comandante das Forças Armadas.  O general Villas-Bôas tem se destacado por declarações em que expõem amplo conhecimento da política, seus pontos positivos, e suas muitas falhas. Há um mês, em cerimônia no Dia do Exército, ele fez discurso direcionado aos que se preocupam com o presente e com o futuro.

Em duro recado aos brasileiros fez uma análise realista do que ocorre no País: “A aguda crise moral, expressa em incontáveis escândalos de corrupção, nos compromete com o futuro; a ineficiência nos retarda o crescimento; a ausência, em cada um de nós, brasileiros, de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada, e uma  irresponsável aversão ao exercício da autoridade oferecem campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora”. Apesar dessas graves denúncias, o general diz que a solução não está em disputas paralisantes.  Muito pelo contrário – ensina ele – o momento exige do povo e de suas lideranças, “a união de propósitos que nos catalise o esforço de regeneração, para restabelecer a esperança e a confiança que nos permita alcançar nossos objetivos”. Aos que pensam impor, na marra, a moralidade, Villas-Bôas é direto e lacônico em seu legalismo: “Não há atalhos fora da Constituição”.

Aos que temem uma interferência militar,  nesse grave momento das instituições democráticas que governam o Brasil,  o general disse, em outras palavras,  que o Exército não está alheio à crise que nos envolve e está vigilante como é dever das Forças Armadas. Não foi um recado, mas fica o alerta para todos aqueles que se consideram proprietários do solo  e da vontade popular deste país.

Retirante da seca Nas incertezas das decisões políticas de Brasília, quem mais perde são as vítimas da seca. Todas as tratativas pela conclusão do canal do São Francisco foram atropeladas pelos últimos acontecimentos na política nacional. Temos de começar tudo de novo, não sei se a tempo de socorrer a nossa gente. –  Frase do deputado Audic Mota, um retirante dos Inhamuns, a área mais seca do Ceará, ontem, no nosso programa da Rádio Assunção.

Rejeição
Rejeitado pelo plenário da AL requerimento do deputado Roberto Moreira, para convite ao governador explicar, na Assembléia Legislativa, os acordos sigilosos do porto do Pecem com os holandeses de Roterdã.

Sem motivos
Ao justificar a rejeição da proposta de Mesquita, o deputado José Sarto (PDT), vice-líder do Governo alegou que esses acordos ainda são embrionários, não passando de protocolo de intenções.

Nervosismo
O efeito da delação da JBS terminou criando um clima de tensão na AL, onde deputados, como Ferreira Aragão (PDT e Joaquim Noronha (PRP) por pouco não se engalfinharam.

Sujo & mal lavados
Não deixa de ser risível o PT, com uma Dilma cassada e um Lula réu da Lava Jato, agredir partidos no poder exigindo eleições,  como se fosse um modelo de limpeza política. Insulto da deputada Doutora Silvana, aos petistas, ontem na AL.

Liberação
Para Salmito Filho, presidente da CMFor, a requalificação do Centro e a própria mobilidade urbana da cidade não podem acontecer sem a liberação das ruas e avenidas de acesso à área. – O que seria de RC se não fosse esse rapaz.

Em bloco
Segundo o deputado Tomás Holanda, em vez de ações isoladas, será mais produtivo deputados agirem em bloco, quando na defesa de grandes projetos para as macrorregiões do Estado. Tomaz tem visão, os seus colegas não.

“Uma Nação onde homens públicos, para sobreviver politicamente rendem-se à corrupção,  só por milagre sobrevive”. Thomas Morus (1478-1535) político e escritor renascentista inglês.

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