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O “fundão” do Jucá

Fernando Maia

Colunista - Política

segunda-feira, 20 de Março 2017

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O Brasil continua se mostrando um dos poucos países onde os acusados de corrupção e outros crimes, em vez de serem exemplarmente punidos, terminam sendo “promovidos” a autores de propostas “salvadoras”, que não passam de palpites infelizes. Exemplo é o senador Romero Jucá, dono de “cabedal” de acusações e denúncias, e de infames pecados mortais contra a sociedade brasileira.

No momento em que os poderes constituídos, buscam saídas para uma reforma política, Jucá entre em cena com mais uma proposta que, se aprovada, não conseguirá impedir as negociatas que permeiam e emporcalham as eleições em todos os níveis. Ele propõe que seja constituído um “Fundão” alimentado por recursos públicos e privados, destinado a financiar as campanhas. Conforme observava o senador Cristóvam Buarque (PPS-DF), parece que o autor se esquece de que os recursos públicos, seriam sugados da nossa já tão esquálida economia, espremendo mais ainda as carências da esmagadora maioria de brasileiros.

Quanto à participação das doações, Jucá, com notória malandragem, inclui um golpe que é a cara dele: reduzir as sanções contra doadores que venham a extrapolar os limites legais de contribuições. Ou seja, os doadores poderão ultrapassar o volume de suas ofertas, legais ou não, pois terão amenizadas as punições a que poderão ser submetidos. Tem mais: essa “arapuca” que poderá encher os alforjes dos grandes partidos, deixará aos menores os sobejos do “fundão”. E se for aprovada a tal lista fechada, uma das prioridades da reforma política, estaremos perpetrando um dos maiores crimes contra a democracia, retirando do eleitor, o direito legitimo de escolher o seu candidato as Câmaras Legislativas de todo o país. A notória resistência da sociedade a esse descalabro, será letra morta. Conhecidos políticos do mal, sob a liderança de Jucá e Renan Calheiros, cerram fileiras na Câmara dos Deputados para apoiar esse mecanismo de autodefesa, que retira do eleitor o poder de expurgar da vida publica os bem assalariados corruptos da Câmara Baixa do país.

Boa companhia Para fechar parcerias com os holandeses em relação ao Porto do Pecém, o governador Camilo, terá em sua companhia, secretários e empresários de peso, visão e prestígio, como Beto Studart, presidente da FIEC.

Inanição Tendo em vista a redução de recursos destinados ao TCM, um deputado que torce pelo fim da Corte Fiscal afirma que se ela não for extinta legalmente, “vai morrer pela inanição”.

Inversão de papeis Antes, eram os produtores rurais que buscavam o apoio no BB. Agora, foi o BNB que, em Sobral, foi em busca deles, para perdoar dívidas e oferecer novos créditos.

Briga de grupos A eleição do Diretório do PT-Fortaleza não é mais vista como um duelo entre candidatos. Trata-se de uma “briga aberta” entre os grupos políticos do ex-governador Cid e da deputada Luizianne.

Coragem cívica Deodato Ramalho, um dos candidatos a presidência do PT Municipal, diz que Camilo não deixará o partido. Acha que o governador tem medo. – Isso não é medo, Deodato. Ficar no PT de hoje, é um ato de coragem.

Olho neles! De olho nas Prefeituras, o TCM acompanha o repasse do duodécimo para as Câmaras Municipais, por conta de atrasos e de outros problemas. Não pode passar de hoje.

Recursos Hídricos Hoje, na AL, o deputado Carlos Matos (PSDB) coordena audiência pública sobre os problemas gerados pela seca com a Comissão de Desenvolvimento Regional e a bancada federal.

A prática do “caixa 2”não é apenas um crime, mas também uma agressão à sociedade brasileira”. Ministra Carmen Lúcia, presidente do STF, reagindo a parlamentares e advogados de políticos corruptos que defendem a não criminalização dessa prática.

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