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O Mundo contra Bolsonaro

Fernando Maia

Colunista - Política

sexta-feira, 23 de agosto 2019

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De tanto insistir com atitudes e declarações extemporâneas sobre a preservação da Amazônia, o presidente Bolsonaro conseguiu provocar a rejeição crescente de conservacionistas mundiais. Quem afirma isso não são as publicações de esquerda. O jornal italiano “La Stampa”, com vigorosas e preocupadas declarações do papa Francisco,  não escondeu a sua indignação no que diz respeito ao desmatamento da Amazônia. Para ele, “junto com os oceanos, a região contribui determinantemente para a sobrevivência do Planeta”. Corroborando com a posição assumida pelo bispo de Roma, a revista inglesa “The Economist” joga mais duro, ao cobrar das nações um boicote internacional à soja e à carne do Brasil, contra os crimes cometidos que ameaçam a região e a própria humanidade. Sobre isso, o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, Marcello Brito, adverte que esse boicote “é uma questão de tempo”. De posse dos números apocalípticos da destruição de 1.529 km² só em 2018, o sumo pontífice convidou os líderes mundiais a “eliminarem seus conluios e corrupções” para se concentrarem nesse tema. Bolsonaro é um imã humano. Ele consegue a “façanha” de atrair o Mundo contra si, contra o seu governo e, consequentemente, contra o Brasil.
Defendendo Jeri. Na AL-CE o deputado Romeu Aldigueri criticou a inclusão do Parque Nacional de Jericoacoara entre as instituições federais a serem privatizadas. Em sua argumentação, com seus 8 mil km², aquele Parque pode, sem problemas, ser administrado pelo Estado. Sobre o assunto, ele requereu audiência pública urgente, com a participação do governador Camilo, Secretaria do Meio Ambiente e bancada federal.

Tomando tudo. Aldigheri está mais que certo. Entregar a nossa principal atração turística a o Governo Federal não garante mais que o estado do Ceará possa fazer. Se não abrirmos os olhos, vamos ficar sem nada. Já basta o Piauí reivindicar um terço dos municípios da Serra da Ibiapaba.

Reitorto. Continua a rejeição a Candido Albuqurque para reitor. A deputada Luizianne Lins, em pronunciamento na Câmara dos Deputados ocupou-se do tema. Professora da UFC, ela repeliu, com todas as suas forças, a escolha do presidente Bolsonaro, exigindo que a indicação seja do professor Custódio, que obteve mais de 70% dos votos.

Ouvindo a voz da experiência. André Fernandes deu marcha à ré. Aconselhado pelo deputado Fernando Hugo, pediu desculpas duas vezes. A primeira, no Conselho de Ética e a segunda em Plenário. Vamos ver se cria juízo para diferenciar crepúsculo de cabelo crespo.

Meritocracia. A distribuição dos bilhões de “royalts” do pré-sal para evitar injustiças, deverá ter como base o critério da meritocracia. É o que assegura o deputado Salmito Filho, para quem é preciso, a partir de agora, preparar gestores estaduais e municipais para que proporcionem bons índices de desenvolvimento humano.

Partidão. A “bomba” do mundo político nacional, que já preocupa muita gente, foi a notícia sobre os adiantados entendimentos visando à fusão do PSDB, PSD e DEM, com apoio de Doria (PSDB), Rodrigo Maia (DEM) e de Kassab, do PSD. Seria o maior partido do País, o que teria mais governadores amparados por 92 deputados federais, 22 senadores e maior percentual nas verbas eleitorais.

Pegou mal. A propósito da formação de um superpartido, a primeira nota dissonante foi da executiva nacional dos tucanos, rejeitando o pedido de expulsão de Aécio Neves. Para futuros aliados, tê-lo como companheiro é uma situação das mais constrangedoras.

“Ao derrubar decisões unânimes de TREs, o TSE poderá estar contribuindo para a descrença geral na Justiça Eleitoral”. Cleto Magalhães, desembargador aposentado.

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