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"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

O que quer Audic: transparência ou censura

Fernando Maia

Colunista - Política

quinta-feira, 12 de outubro 2017

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O deputado Audic Mota não se antecipa, mas também não se retarda na tomada de providências que, no seu entender, são necessárias ao equilíbrio da sua gestão como primeiro secretário da Assembléia Legislativa. O caso mais recente disciplina a frequência de jornalistas em Plenário, preservando uma rota que traçou, motivada pelo grande numero de pessoas durante as sessões da Casa. É bom que se esclareça que ele não inovou. Essa prática é observada, sem o mesmo rigor, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Nos parlamentos da maioria dos estados, bem como em Brasília, essa regra é mais flexível, permitindo-se o ingresso de jornalistas em plenário, desde que estejam credenciados pelo secretário da Mesa Diretora, a quem compete efetuar essa filtragem. Como era de se esperar, a medida não agradou, mas foi entendida como necessária para fechar o caminho abusivo de assessores parlamentares, em numero ilimitado, que, à falta do fazer nos gabinetes, apresentam-se às vistas dos deputados para mostrar serviço, super populando o Plenário 13 de Maio, a ponto de dificultar o deslocamento dos parlamentares a que servem.

O sr. Audic Mota não é suficientemente vesgo para não ver esse abuso nem suficientemente tolo para dificultar o acesso da imprensa. A não ser que ali ocorra algo que não deseja ver revelado pelos jornais. A transparência nas ações do Legislativo sempre é desejada e funciona com total liberdade em todos parlamentos do País, até mesmo em Brasília, principal cenário da corrupção nacional. Na contagem de presenças, os jornalistas que trabalham e os que perambulam, não chegam a 10, nas sessões diárias, mas o de assessores, de 30 a 40, formam cercas nos dois lados por trás das cadeiras de deputados. O que se entende é que o deputado Audic criou um anteparo para se justificar perante os seus colegas ou não teve a coragem de disciplinar a frequência excessiva de “aspones” assinando o ponto em plenário. E não se pode nivelar as jornadas de trabalho. Assessores são coniventes com os chefes: nada vêem, nada ouvem e nada revelam. O jornalista revela tudo o que vê e tudo o que ouve cumprindo um dever de oficio. Diferente de Brasília, onde as mesas da Câmara a do Senado querem uma democracia transparente testemunhada com ampla liberdade pelos profissionais de Comunicação, Audic Mota parece desejar a volta da censura por meios liberais, estabelecendo limites que dificultam o sentido máximo da transparência.

Sem eles
Projeto de Lei do vereador Célio Studart (SD), proíbe batizar ruas, praças, avenidas, escolas e outros logradouros com nomes de pessoas “Ficha Suja”, condenadas por quaisquer crimes de corrupção.

Muito vivo Esperto, o deputado Capitão Wagner tem defendido ardorosamente a candidatura, bastante improvável do senador Tasso ao Governo do Estado. Todos sabem que o candidato dele sempre foi… ele.

Loas ao PT O deputado Dr. Santana fez rasgados elogios á criação e instalação de novas universidades, ampliando o programa de ensino superior, dos ex-presidentes Lula e Dilma.

Ameaças Sem estrutura e sem professores preparados, diz Fernando Hugo (PP), certas universidades resultam em maus advogados e maus médicos ameaçando a saúde da população.

Violência Deputados de todas as tendências estarão unidos em defesa da proposta do Governo Federal pela criação do Plano Nacional de Combate à Violência.

“Por aqui” Petistas olhando atravessado o deputado André Figueiredo, presidente do PDT-CE, para quem a candidatura Tasso é tão improvável quanto a de Lula, para animar admiradores e militantes.

Títulos Sem a barulheira do MST, o governador Camilo Santana entregou, em Aracati, ao lado do superintendente do IDACE, Cirilo Pimenta, desejados 505 títulos de Propriedade Rural.

“Isso sim, é um Congresso eficiente! Ele mesmo rouba, ele mesmo, investiga e ele mesmo julga”. Millôr Fernandes, escritor, teatrólogo e humorista carioca.

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