sábado, 17 de agosto de 2019.
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Oposição reclama, mas empenhou R$300 milhões

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

terça-feira, 09 de abril 2013

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• Os partidos de oposição reclamam de barriga cheia: deputados do PSDB, DEM, PPS e PSOL empenharam, em média, R$ 3,9 milhões em emendas, mais da metade da média de R$ 7,5 milhões concedidos aos parlamentares governistas mais obedientes ao Palácio do Planalto. Isso significa que a área econômica do governo abriu os cofres para partidos de oposição no total superior a R$ 300 milhões, em 2012.

• Que oposição? – Odiado pelos petistas, o DEM liberou a maior média de emendas, na oposição: R$ 4,7 milhões por deputado. O PSDB, R$ 3,6 milhões.

• Recordistas – O PP, que tem 39 deputados, levou a maior fatia da verba destinada a aliados: R$ 9 milhões, seguido do PTB: R$ 7,8 milhões por deputado.
• Perdeu discurso – Para Miro Teixeira (PDT-MG), o negócio de emendas só enfraquece a oposição. “Trocou-se verbo pela verba”, completa Lincoln Portela (PR).

• Céu das palavras – São Pedro já separou charutos e champanhe para o duelo verbal de dois gigantes do século XX: Winston Churchill e Margaret Thatcher.

Banco da era do juro baixo é da rede privada
• O Bradesco foi o banco mais rentável do primeiro ano da era do juro baixo no Brasil. Com sua aposta no atendimento a clientes de todas as classes sociais, saiu-se melhor que o Banco do Brasil e o Itaú, que ficaram em segundo e terceiro. Com retorno de 16% em 2012, o Bradesco conseguiu superar, inclusive, os bancos da América Latina e dos Estados Unidos, de acordo com estudo da Economática.

• Crescimento – Números da Suframa indicam que o faturamento do polo de Manaus em fevereiro foi a R$ 5,6 bilhões. Crescimento de 12,8% em um mês.

• Hora da pizza – Que inveja brasileira: o quilo do tomate custa pouco mais de R$5 na conhecida rede Tesco, em Londres. Em Miami, R$7 em média, o quilo.

• Impopular – De pressão alta e diabetes o contribuinte não morre, mas remédios “grátis” para o colesterol custam quase R$ 8 nas Farmácias Populares.

• Alerta vermelho – O caso tem sido mantido a sete chaves: em sua recente viagem a África, como sempre a serviço de alguma empreiteira, o ex-presidente Lula passou muito mal. Seus acompanhantes chegaram a temer o pior.

• Paredão do B – PCdoB, PT, PSB, CUT e UNE, quem diria, são mais radicais que a China, apoiando o garotão atômico da Coreia do Norte. Poderiam dar um mês dos salários ao povo famélico, ou alistar-se para o combate.

• Demagogia frouxa – Em vez de decidir ouvindo o embaixador Roberto Abdala, que apurou o caso, o chanceler Antonio Patriota enviou um conselheiro e dois servidores para re-investigar denúncia de assédio moral de Américo Fontenelle em Sidney. É como major e cabos investigando um general.
• PS, Partido do Serra – O presidente do PPS, Roberto Freire (SP), diz ainda não saber como se chamará o partido fruto da fusão PPS-PMN: “Não é bom dar nome antes de a criança nascer. É preciso saber se é menino ou menina”.

• Ele quer mandar no STF – O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos pressiona para que o acórdão do julgamento do mensalão seja publicado somente depois de o plenário decidir sobre o prazo para apresentação de embargos.

• Em gestação – Líderes do PTB aguardam reunião no Planalto, esta semana, para discutir espaço do partido no governo. Participam das negociações o presidente interino Benito Gama e o senador Gim Argello (DF).

• OAB e o Vaticano – Disputando vaga do Conselho Nacional de Justiça, o paraense Mario David Prado Sá pediu o voto direto na Ordem dos Advogados do Brasil: afinal, “OAB não é Vaticano e o presidente não é o papa Francisco”. 

• Como se faz – Só para mostrar que entende da área, o senador Blairo Maggi (PR-MT), que foi preterido para o cargo, visitará o novo ministro César Borges (Transportes) para propor “rito sumário que minimize gargalos e crie alternativas na logística de exportação de grãos no País”.

O PODER SEM PUDOR
A regra é clara
O deputado estadual Raimundo Macedo, conhecido como “Raimundão Gente Fina”, preparou com antecedência o discurso que faria na inauguração de um hospital em Orós (CE). Além de escrever “ospital”, ele prometia providenciar “um convem com o IMPS”. Um assessor corrigiu o texto e explicou que INPS era a sigla correta. Raimundão não aceitou, alegando que nunca esqueceu uma velha regra gramatical:
– Antes de P e B não se escreve N…

 

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