domingo, 16 de junho de 2019.
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Orçamento impositivo dá caneta ao Congresso

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

segunda-feira, 10 de junho 2019

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Sem dúvida nenhuma é um tema interessante
Presidente do BNDES, Joaquim Levy, sobre
a criação de moeda única de Brasil e Argentina

Vai custar caro ao Brasil a aprovação vapt-vupt da regra, pela Câmara, que tornou impositivas as “emendas de bancada”. Os parlamentares definem quanto querem gastar e o governo é obrigado a pagar, simples assim. Hoje, cada deputado e senador dispõe de R$15,4 milhões para torrar em sua base eleitoral como quiser. E o céu virou o limite para o “cheque especial” das emendas bancadas pelo pagador de impostos. Gastos são vinculados a toda Receita Corrente Líquida (RCL) do Brasil.

As individuais
Primeiro, parlamentares fixaram R$9,2 bilhões (1,2% da RCL) em “emendas individuais” só para 2019. São impositivas desde 2015.

50% em um ano
Há também emendas de bancada (são 27; uma para cada unidade da federação), que em 2020 vão aumentar quase 50% para R$ 6,7 bilhões.

Bancada dobra
Cada emenda de bancada, sonho dos governadores, totaliza R$169,6 milhões por Estado este ano. Até 2021 vão a quase R$ 314 milhões.

Muito poder
A bancada define a aplicação da emenda. Pode gastar na obra de um hospital, por exemplo. Ou distribuindo o dinheiro entre ONGs picaretas.

Apoio
O maior índice de apoio ao aborto está entre as pessoas com ensino superior completo: 28,1% desses entrevistados são a favor.

Rejeição
A maior rejeição à legalização do aborto está na soma de entrevistados das regiões Norte e Nordeste: 82,3% se dizem contra.

Faixa etária
Entre os mais jovens, o apoio à legalização do aborto é maior, mas ainda assim 69,6% dos entrevistados entre 16 e 24 anos são contra.

Mr. Boring
Amigos do diplomata Pedro Bório atribuem à sua não indicação para o posto de embaixador em Washington o mau humor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que sentou sobre todas as indicações de embaixadores. Mas parece ser areia demais para o diplomata que o serpentário do Itamaraty chama de “Pedro Boring” (Pedro Tedioso).

Maior visibilidade
Aliados do governo querem a primeira-dama Michele Bolsonaro associando sua imagem positiva às ações do governo na área social. Lembram que Marisa Letícia nunca ajudou o governo do marido.

Mercado persa
Ambulantes invadiram os arredores da Câmara ou disputam espaço no Anexo IV, oferecendo almoço, lanches etc ou batendo à porta dos gabinetes oferecendo joias, bugigangas, roupas etc.

Em dois anos
Nesta segunda (10), o Previdenciômetro da Confederação Nacional da Indústria chega a R$11 bilhões. É quanto já haveria sido poupado se a reforma proposta por Michel Temer tivesse sido aprovada em 2017.

TV faz milagres
Há quem ache a deputada Érika Kokay (PT-DF) “cordial”, na TV. Estes dias, ela deixou cair papéis na chapelaria do Congresso e um rapaz a ajudou, gentil. Ela não se deu ao trabalho de balbuciar um “obrigada”.

Encosto no contribuinte
Deve ser inócua a decisão de Itaipu de extinguir o escritório em Curitiba para acabar a farra de viagens aéreas: os 180 funcionários de carreira, que terão de viver em Foz do Iguaçu, vão incorporar o penduricalho “adicional de fronteira de 13%” a salários, benefícios e demais regalias.

Relatório das barragens
O relator da comissão de inquérito que investiga a tragédia de Brumadinho, senador Carlos Viana (PSD-MG), entregará o seu parecer à comissão em 2 de julho.

Mineradoras na mira
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) celebra a aprovação do pedido de urgência de propostas sobre regras de exploração das mineradoras. Ele garante que há um acordo para votá-las em duas semanas.

Pensando bem…
…o clima no Congresso já mostra: começou a disputa eleitoral de 2020 pelas prefeituras.

Governador de São Paulo, Franco Montoro era conhecido pelas gafes, por confundir nomes e pessoas. Certa vez, em uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, ele reconheceu um político do interior conhecido por Mosquito. Simpático, abraçou o homem e, após os cumprimentos, ficou em silêncio. Não se lembrava do nome, nem do seu município. Perguntou: “Como é que está sua cidade, Formiga?”

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