sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
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Os gigantes encolhem

Fernando Maia

Colunista - Política

segunda-feira, 12 de novembro 2018

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Em países de democracia sólida, partidos com estruturas ideológicas atravessam séculos. Não é o que ocorre no Brasil, onde, depois da ditadura getulista, há 70 anos, já sumiram, depois de adquirirem força e poder, gigantes, como PSD, UDN, PDS, e Arena. Na sequência, vieram PSDB, PMDB e PT. Mas são todos incapazes de resistir a três ou quatro eleições. Só a eleição deste ano quase demoliu as três maiores legendas. Bastou a letal combinação da crise econômica com a rejeição do povo aos políticos corruptos. Crises existem, mesmo nas nações mais poderosas. A diferença em relação ao nosso país é que aqui são produtos da corrupção, que é endêmica e arraigada. Nas últimas horas, notícias comprovam nossas assertivas: o PSDB, agora em poder do governador eleito de São Paulo, João Doria Júnior vai para o colo de Bolsonaro; o MDB, reduzido à metade no Congresso, luta para sobreviver, e o PT, derrotado pela sua arrogância, é rejeitado pela Frente de Oposição idealizada por Ciro Gomes. E nem falamos da miuçalha de siglas que nascem e crescem como erva daninha, enquanto os partidos grandes murcham afogados em políticas viciadas.

Voo de tucanos
O PSDB, nas mãos do governador eleito de São Paulo, vai para os braços do presidente eleito Bolsonaro (PSL). Está em curso a debandada de suas maiores lideranças. FHC, Geraldo Alckmin e Tasso Jereissati preparam o voo dos tucanos para um novo partido.

Com os jovens. Amanhã, o senador eleito Eduardo Girão (PSL) tem encontro marcado com os associados da CDL Jovem, quando exporá seus projetos e ouvirá sugestões.
Afastamento.

Após hesitação, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, segue Ciro Gomes, afastando-se definitivamente do PT para atrair o bloco de centro-esquerda.
Com Tasso.

Para motivar mudanças no quadro político, o PDT se aproxima da candidatura Tasso Jereissati para a presidência do Senado. E com ele, Ciro Gomes, reatando amizade do passado.
Receita.

Hoje, às 19 horas, sessão solene pelos 50 anos da Receita Federal no Ceará, por iniciativa do deputado Evandro Leitão (PDT) líder do Governo.
Mesa diretora.

A proposito de mesa diretora, três nomes crescem na AL. Zezinho Albuquerque, Evandro Leitão e Tin Gomes, considerado o melhor articulador de todos.
Pregando a paz .

Eleito deputado federal pelo PSL de Bolsonaro, o economista Heitor Freire diz que nunca o Ceará necessitou tanto de uma bancada federal acima de interesses partidários.
Atrasado. Com bastante atraso, a Semam vai mostrar o zoneamento ecológico e econômico da costa do Ceará, hoje sem controle e alvo de especuladores imobiliários nacionais e estrangeiros.

ENTREASPAS

“Mesmo com o Congresso bastante renovado, não será fácil manter a sua moralização e harmonia com representantes de 30 partidos”. Ministra Rosa Weber, do STF.

Mais informações de Fernando Maia:
e-mail: fernandomaia@oestadoce.com.br

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