sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Para registro da história

Fernando Maia

Colunista - Política

quinta-feira, 29 de agosto 2019

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A escolha do senador Tasso Jereissati para a relatoria da Reforma da Previdência, no Senado Federal, parece ter sido uma das medidas mais acertadas na tramitação de um projeto cujo êxito depende em boa parte da aceitação dos seus pares. O Tasso é um politico duro que não abraça os costumes da velha politica estadual. Não dobra caminho nem faz concessões para obter apoio ou vantagens pessoais. E não sabe pedir votos nem pra ele mesmo, como aconteceu no seu ensaio para disputar a presidência do Senado. Foi o primeiro tucano a criticar o seu correligionário Aécio Neves, pedindo a sua saída da legenda. Esse comportamento pode ser virtuoso, mas soa antipático, desagradando os cautelosos que se escondem no silêncio e na omissão. Esse é um perfil bom, excelente para quem quer fazer politica de consertar o Brasil e o mundo. Mas, o problema da humanidade é o rio da corrupção. Ao elaborar o relatório, Tasso conseguiu evitar que a matéria retorne à Câmara, ganhando mais celeridade e tempo. No novo texto, ele enfatiza realisticamente o alcance do Benefício de Prestação Continuada para quem se acha em extrema carência. Qualquer aumento de despesas será compensado com a aprovação do seu relatório “in totum” economizando R$ 1 tri, em 10 anos. O Ceará espera que esse senador, com as suas luzes, possa nos trazer a esperança de dias melhores. Sua atuação revelou a evolução politica do empresário que elegeu-se governador em 1986, rompendo com o PMDB para fugir a praticas viciadas, em defesa de uma nova politica de governo Não se escora no populismo e articula com altivez os seus passos para assentar o sucesso em princípios régios de seriedade e honestidade. Pela sua atuação ficará, com certeza, na História desta reforma.

Ninguém quer nada. Queixava-se, ontem o deputado Heitor Ferrer da falta de comparecimento as sessões legislativas. O relógio marcava 11h30. No plenário, sete deputados, quatro de oposição e três governistas era o saldo de uma sessão que começou com casa cheia no registro do painel eletrônico. O Poder Legislativo conta 46 deputados estaduais bem pagos e bem assistidos com verbas extras para assessores e desempenho parlamentar.

Passando a limpo. Se o projeto de combate à criminalidade não for instalado em Maracanaú, não será por culpa do deputado Federal Capitão Wagner. Com o objetivo de tornar claro a exclusão daquela cidade, ele quer uma audiência pública na Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal, onde essa situação será passada a limpo.
Outra reforma. O deputado Fernando Hugo (PP) “desencavou” o tema da refoma eleitoral, que andava meio esquecido. O caminho mais curto será aproveitar o PL 34517, do senador Eunício Oliveira.
Distorções. Sobre a Reforma Eleitoral, Fernando Hugo defende como melhor a implantação do sistema distrital misto. “Assim poderemos acabar com as distorções do nosso sistema eleitoral, em que é permitido um candidato que nunca pisou numa cidade, “invadi-la” para comprar votos”.
Jogo bruto. Na Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Adail Júnior quer a Etufor atuando junto à Socicam, que administra os terminais de integração de Fortaleza, que deu prazo até o dia 31 para que todos os ambulantes que atuam nesses locais sejam retirados.
Pela música. Na Câmara dos Deputados, Roberto Pessoa, acreditem, presidente da Frente Nacional de Defesa da Música, defende a isenção fiscal para os fabricantes de instrumentos musicais. Além de um incentivo aos produtores nacionais seria bom para a divulgação dessa arte.
Parceria oportuna. Em mais um de seus atos oportunos, o Procurador Geral da Justiça do Estado, Plácido Rios, assinou com o titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, André Costa uma parceria para as duas entidades trabalharem juntas em todas as ações de combate a criminalidade.

“Está na hora de um mutirão nacional pela legalidade, pela moral e pela ética, que somente a união de todos será capaz de empreender”. Ubiratan Aguiar – advogado e professor.

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