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Pelo fim do foro especial

terça-feira, 31 de janeiro 2017

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Quem tem mais a perder com a prisão de Eike Batista? O próprio, é claro, que perdeu a liberdade depois de haver perdido a fortuna. Já havia perdido a mulher e a credibilidade. Assim como o amigo e cúmplice, o ex-governador Sérgio Cabral, que não quer mais vê-lo.
Depois de conduzido do aeroporto à cadeia, ontem, foi entregue à Justiça, ignorando-se por quanto tempo.
Aguarda-se, para esta semana, a divulgação da lista da Odbrecht, envolvendo perto de 100 políticos e parlamentares, acusados de participação no recebimento e desvio de dinheiro público. Responderão a processos junto ao Supremo Tribunal Federal. O presidente Michel Temer precisará provar que não cometeu irregularidades durante a campanha de 2014, junto com Dilma Rousseff.
Cresce no Congresso, no Judiciário e nos meios frequentados por advogados, a opinião de que no trato da reforma política, este ano, deputados e senadores deverão acabar com o chamado foro especial para parlamentares e outros privilegiados. Eles deveriam enfrentar os mesmos trâmites legais de todos os cidadãos. Prevê-se que o julgamento dos apontados pela Odebrecht levará meses, não dispondo os onze ministros do STF de mecanismos para agir mais rapidamente. O ex-presidente da corte suprema, Carlos Velloso (foto), considera o foro especial um absurdo, herança dos tempos do Império e incompatível com a República.

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