segunda-feira, 20 de maio de 2019.
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Propina pode explicar favores às empresas aéreas

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quarta-feira, 15 de maio 2019

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Tem que pagar. E nós
temos que cobrar
Senadora Soraya Thronicke (PSL-MG), sobre Lula pagar seus custos como presidiário

Adelação de Henrique Constantino, chefão da Gol, pode ser a chave para entender os muitos favores do poder público às empresas aéreas. Na Câmara, por exemplo, investigação pode desvendar o que mantém na gaveta, desde dezembro de 2016, o projeto do Senado que anula a cobrança de bagagem em viagens aéreas. O projeto nunca foi votado. E tem o fim da reserva de mercado, que só se viabilizou quando as aéreas “nacionais” passaram a ambicionar investimentos estrangeiros.

Propinas da Abear
No Anexo 7, Constantino citou supostas propinas por meio da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) a políticos importantes.

Maia e Ciro
Constantino delatou Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, entre outros.

Tucano enrolado
O ex-ministro de Cidades Bruno Araújo (PE), atual presidente nacional do PSDB, também foi citado pelo dono da Gol por receber propina.

Tutti buona gente
Romero Jucá (MDB), os petistas Marco Maia (RS), Vicente Cândido e Edinho Silva (SP) e Otávio Leite (PSDB-RJ) também são denunciados.

Rombo só cresce
Em 2018, a folha salarial do Metrô-DF saltou de R$195,5 milhões para R$220,4 milhões, para uma arrecadação de R$163,8 milhões.

Farra com nosso dinheiro
Pagando R$ 20 mil a bibliotecário e o triplo dos salários do Metrô de São Paulo, o Metrô-DF acumula prejuízos de R$ 731 milhões.

Ainda querem mais?
Com a receita em declínio acentuado, em razão da crise, o Governo do Distrito Federal não tem mesmo condições de bancar qualquer reajuste.

Velha política
Grupo de parlamentares que adoram uma boquinha, o “centrão” avisou ao governo que só indicará um nome para ministério se for de porteira fechada, prática que deu origem aos escândalos do PT.
O tempo transforma
Ativistas e ongueiros atacam a política ambiental, mas silenciaram nos governos do PT. Marina Silva abandonou o partido se queixando do governo Lula, que a desautorizava para agradar empreiteiras.

Porta-voz manda bem
Jair Bolsonaro não deve se deixar contaminar pelo preconceito contra militares dentro do próprio Planalto. O fato de Otávio Rêgo Barros ser general não o desqualifica. Foi um irrepreensível chefe de Comunicação do Comando do Exército e sua atuação como porta-voz é marcante.

Motivo da soltura
A unanimidade no STJ no julgamento do habeas corpus de Temer confirma a estranheza da prisão. O relator Antônio Saldanha falou em ausência de motivos e prisão fundada em “meras conjecturas”.

Infidelidade partidária
Causou alvoroço a senadora Leila Barros (PSB-DF) ao lado de Jair Bolsonaro. Seu marido, o medalhista olímpico Emanuel, sem ajuda da musa do vôlei, foi nomeado secretário nacional dos Esportes.
Me engana que eu gosto
A esquerda promove nesta quarta-feira (15) atos “em defesa da educação”, repetindo a mentira dos “cortes de 30% nas universidades”. Os cortes incidem apenas sobre 20% das despesas “discricionárias”. O corte foi de apenas 3,4%, quase um sexto dos 19,3% efetuados no governo Dilma Rousseff (PT).

Conto do vigário
Há cinco meses a Visa enrola uma cliente que precisou usar, em janeiro, o seguro de viagem oferecido pelo cartão. Já foram 10 ligações e cinco e-mails, mas nada de solução do problema.

Novo amigo
A deputada Flávia Arruda (PR-DF) acompanhou a Nova Iorque os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli. Ela vem ganhando a confiança de Maia.

Pensando bem…
…o julgamento do “HC” de Michel Temer no STJ foi o único fato que conseguiu tirar holofotes da presença de Paulo Guedes ao Congresso.

Convidada pelo colega Ney Suassuna (PMDB-PB) para acompanhá-lo ao jantar oferecido ao príncipe Philippe, na embaixada da Bélgica em Brasília, a senadora Íris Araújo (PMDB-GO) pilheriou: “Só se for para entrar de mão dada com o senhor. É para dar o que falar!” Ney Suassuna topou na hora: “Dar o que falar é comigo mesmo!”. Ela, não.

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