quarta-feira, 17 de julho de 2019.
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Quem pode ajudar a quem?

Fernando Maia

Colunista - Política

sexta-feira, 05 de julho 2019

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Do evento em que o prefeito de Fortaleza reuniu sua força-tarefa, para apresentar o pacote de obras eleitoreiras, a presença do senador Tasso Jereissati resulta numa boa pergunta: quem poderá ajudar a quem? Tasso jamais teve força política para eleger alguém, salvo a si próprio para o Governo do Estado em l986 quando iniciou um vitorioso reinado no Cambeba, e Ciro Gomes em 1988 para a Prefeitura. Ressalte-se que Ciro já era político conhecido na Zona Norte. Da parte dos meninos da Princesa do Norte, só um desorientado admitirá que a eles interessa contribuir para reeleger Tasso, se puderem ficar com mais uma vaga senatorial em 2022. Conhecedor de que o PSDB não tem força para a disputa da PMF, o que ganharia o “Galeguim” jogando o seu partido nos braços do poderoso PDT? Nada além de tomar chegada para ser recebido como ajudante de conexão figurado, uma espécie de ajudante de caminhão para fazer trabalho braçal, o que na realidade terminaria por despojá-lo do seu título de grande cacique. O Senador tem indiscutível carisma pessoal, mas ainda não demonstrou sua força para transferir votos.

Voltar a ser o que era. O MDB vai tentar recuperar o que perdeu nos últimos anos do consulado do ex-senador Eunício Oliveira na presidência da executiva estadual. Está sob a responsabilidade do deputado Daniel Oliveira e de João Melo a formação de 13 diretórios regionais em Fortaleza, para lançar 60 candidaturas de vereador nas próximas eleições.

Vergonha. Será uma vergonha se o Poder Legislativo imitar o exemplo do Ministério Público, na questão relacionada ao deputado André Fernandes. De que vale a revolta dos deputados e dos partidos que representaram contra ele? E o choro do deputado Nezinho Farias? Quem vai pagar pelas humilhações que ele e sua família sofreram?
Autoestima. O Parquet pode arquivar por falta de provas um pedido de investigação, mas o Poder Legislativo não pode engavetar um processo de repercussão vergonhosa por falta de autoestima dos seus integrantes. Essa conta seria paga pelo presidente da Casa depois da sigilosa conversa que teve com o infante André Fernandes, o que seria injusto.
Medo de mais atrevimento. Ficaria a impressão de que a Assembleia Legislativa ficou com medo de mais atrevimento perdoando pronunciamentos desrespeitosos e desafiadores efetuados no Plenário 13 de Maio. É certo que os políticos estão por baixo, mas isso não seria desejável. Às vezes, por fata de um grito, perde-se a boiada.
Fake News. Davi Alcolumbre acertou ao criar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito – CPMI, para investigar crimes de “fake news”, no que diz respeito à campanha eleitoral. Houve uma invasão de computadores com falsos perfis, calúnias e outros crimes.
Não funcionou. Não funcionou a tentativa dos deputados estaduais Delegado Cavalcante e André Fernandes, para derrubar o deputado federal Heitor Freire da presidência regional do PSL. O comando nacional do partido determinou que Heitor permanecerá presidente até a eleição para o diretório oficial, em dezembro.
Primarismo argentino. A Associação de Futebol Argentina bem que poderia ter evitado uma grande mancada, ao protestar junto Fifa contra a presença do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, no Estádio Mineirão, no jogo em que o Brasil eliminou aquela seleção.

“Enquanto houver eleitores venais e políticos compradores de votos, não teremos eleições inteiramente limpas”. Ex-deputado Antonio dos Santos.

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