sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

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Reunindo os federais

Fernando Maia

Colunista - Política

quarta-feira, 04 de setembro 2019

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O governador Camilo Santana convidou, ou convocou, para hoje, em Brasília, todos os deputados que compõem a bancada federal. A motivação é a mais séria possível, ou seja, a união de todos em defesa de recursos que exige o novo projeto de saúde. Chegou, portanto, o momento em que os parlamentares federais eleitos pelo povo terão de provar que querem a saúde, e a vida desse mesmo povo protegidas. Como ficou previsto nas intenções do governador, Camilo quer construir hospitais regionais e colocá-los em funcionamento. Como se sabe, ele e o secretário da Saúde, já se anteciparam para pôr em prática a Plataforma da Modernização da Saúde com investimento de R$ 600 milhões. Mas, essa quantia é apenas um cálculo de orçamento inicial. Na verdade, o Estado terá de depender de recursos federais, cada vez mais curtos e difíceis de serem liberados para estados de políticos fora do controle. Não é o caso de Camilo Santana, um governante flexível quando se trata de proteger o seu estado. Mas, não se pode dizer o mesmo de Ciro Gomes. O Ceará tem uma bancada constituída por deputados de 15 partidos, cujas posições político-partidárias e ideológicas não devem ser priorizadas, diante dos bons propósitos do Governador. E se existe algo que Bolsonaro necessita é do apoio de congressistas.

Vale a pena observar. O príncipe Fernando Santana tem contribuído para tornar mais leve a bancada do seu partido. Perto dele até o Guimarães vira “gentleman”. Sua chegada deu a bancada do PT mais capacidade para dialogar com o bloco da maioria. Atentem para esse jovem deputado do Cariri. Ele tem um futuro dos mais promissores na política estadual. Aguardem.

Desfaleceu. Cid Gomes passou mal ontem, no plenário do Senado, quando lia o relatório do pré-sal. Ele tem tido uma excelente postura nos debates da casa, mas sua saúde causa preocupação. Aqui, no Ceará, o senador chegou a desfalecer em duas oportunidades, quando falava em público.
Crescendo. O Capitão Wagner (Pros), pré-candidato à sucessão do prefeito Roberto Cláudio, ao receber o apoio do Avante disse ter certeza que outras siglas virão ajudá-lo para a vitória nas urnas em 2020. Mas, desconfia que a campanha será de baixo nível.
Federalização. O que acham os políticos? Não resta dúvida. A campanha eleitoral de 2020, em Fortaleza, terá confrontos inevitáveis por conta da “federalização” entre bolsonaristas e adversários também radicais.
Guerra em Icó. Está aberta em Icó uma guerra envolvendo Prefeitura, Banco do Brasil, Caixa Econômica, ONGs e entidades de defesa civil. E tudo por conta da invasão de 450 das 600 moradias do “Minha Casa, Minha Vida”, assim como a depredação quase total das demais.
Fake criminosa. A Prefeitura de Fortaleza publicou nota de repúdio contra matéria sensacionalista, de cunho duvidoso, sobre Cartilha atribuída à Secretaria da Educação, abordando sexualidade em creches municipais.
“Inundação” de emendas. Pelo que se pode constatar do andamento da reforma da previdência no Senado, Tasso Jereissati deverá rejeitar centenas de emendas que visam sabotar a sua PEC. Até ontem, 400 dessas emendas, na maioria pura “linguiça”, tinham sido amontoadas.
Queda de braço. Para o deputado Fernando Hugo, a lei contra abuso de autoridade poderá gerar um dos maiores confrontos da Câmara dos Deputados. De um lado, estão os processados que querem liberdade da Justiça. Do outro, deputados ficha-limpa que nada devem à Justiça.
E as SERs?. As populações dos bairros de Fortaleza continuam aguardando a efetivação do aumento de sete secretarias regionais para 12, com abrangência de territórios. RC assegura que a medida é para melhorar a atuação das SERs. A oposição insiste que é claramente eleitoreira.

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