sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

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São Paulo é um país dentro do Brasil

Fernando Maia

Colunista - Política

segunda-feira, 09 de setembro 2019

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Num gesto inusitado, o governador e o prefeito de São Paulo não compareceram ao palanque das autoridades no desfile militar de 7 setembro na capital paulista. João Doria e Bruno Covas apresentaram desculpas torpes para justificar suas ausências. No âmbito das Forças Armadas, caracterizou-se como imperdoável insulto à soberania defendida pelas instituições do País como o principal ponto de referência da unidade nacional. Foi um desrespeito nunca observado por nenhum outro chefe de governo. A ausência dos dois deixou claro uma decisão casada, combinada entre eles, evidenciando que o estado de São Paulo não prioriza as comemorações do Dia da Independência. “Trabalhar por São Paulo”, como justificou Doria, é, para ele, mais importante que integrar-se a uma solenidade cívica da liturgia nacional para unir os brasileiros num só sentimento pátrio. Sob o comando de políticos hostis ao ordenamento político e social do País, o gesto isolado de duas das suas maiores lideranças não considerou a importância da repercussão de atitudes de caráter separatista, lançada ao Governo como beco sem saída, neste momento em que se decidem questões vitais para assentar as bases do governo Bolsonaro na construção de uma nação sob o signo da unidade do seu povo. Em 1969, o empresário Edson Queiroz cunhou uma frase que sintetizava o sentimento daquela unidade da Federação em relação ao restante do País. “São Paulo é um país amigo dentro do Brasil, onde se fala a mesma língua e circula a mesma moeda”.

A conferir. Há rumores segundo os quais o governador Camilo Santana pensa promover mudanças em postos importantes da gestão estadual. Esse programa começou a ser desenhado em setembro, para consolidar-se no começo do próximo ano, a fim de dar instrumentos de ação a próceres aliados com vistas ao fortalecimentos de suas bases nas próximas eleições municipais. Sem confrontos. Ao contrário do que se admite, não preocupa ao Governador a questão da prefeitura de Fortaleza. O PT terá candidato por imperativo da legislação que não permite alianças nas eleições proporcionais. O problema será digerido no primeiro turno, e não se agravará para o segundo: PDT e PT
não chegarão à reta final do pleito com seus
candidatos vitoriosos.
Dificuldades. São enormes as dificuldades para o MDB aumentar a sua bancada na Câmara Municipal. A despeito dos esforços do deputado Daniel Oliveira, o prazo é relativamente curto para o partido recuperar, numa só eleição, a pujança que teve no passado.
Falta de planejamento. Na mesma direção, marcha o PSDB, também vitima, como o MDB, da falta de planejamento das suas maiores lideranças no Ceará. Tanto Tasso Jereissati quanto Eunício Oliveira nunca se preocuparam com o crescimento de suas legendas.
Prestigio abalado. Entende o deputado Salmito Filho que a Assembleia Legislativa, no correr deste ano, ainda não encontrou o caminho certo da recuperação do prestigio da classe política junto à opinião pública. Diz que é necessário o Legislativo se justificar perante o povo.
Lambança. O prefeito José Arnon desagradou ao governador Camilo Santana, ao colocar placas na obra de recuperação do Estádio Romeirão, em Juazeiro, como sendo de sua autoria, quando, na verdade, era do Governo estadual.
Víeis pessoal. A impressão dominante é que as candidaturas até aqui apresentadas pelo prefeito Roberto Claudio à sua sucessão, não são definitivas.
A candidatura do presidente José Sarto, por ele sugerida, tem viéis nitidamente pessoal, mas não conta com o apoio do núcleo duro do PDT.
Vai e volta . Anunciada para o dia 5 próximo passado, não deu certo o retorno do deputado Mauro Filho à bancada federal. Mas, é absolutamente certo que ele se dividirá entre a Seplan e a Câmara dos Deputados nos próximo quatro anos.
Maior sonho. A sua presença na bancada cearense é exigência do PDT nacional para assistir e influenciar a Reforma Tributária. Mas, não é só o partido que o quer em Brasília. Ele próprio tem o mandato federal como meio “sine qua non” será possível fazer frente à candidatura de Roberto Claudio à sucessão de Camilo Santana, seu maior sonho em vida.

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