sábado, 25 de maio de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Saúde paga até 600% mais a hospitais de ricos

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quinta-feira, 31 de janeiro 2019

Imprimir texto A- A+

[O presidente] está
preservado de falar
Otavio Rêgo Barros, porta-voz, sobre a necessidade de evitar gases no abdômen

O s seis hospitais considerados “de excelência” pelo Ministério da Saúde, muito procurados por suas excelências os políticos, possuem tabelas diferente quando atendem pelo SUS: recebem quase sete vezes mais (594%) por procedimento. De acordo com relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto qualquer hospital privado que realiza uma espirometria recebe 10 reais, os hospitais ‘de excelência’ recebem R$ 69,44 para fazer o mesmo procedimento.

Ainda têm isenção
Fora tabela diferenciada, Sírio-Libanês, Albert Einstein, Samaritano, HCor, Oswaldo Cruz e Moinhos dos Ventos têm isenção de R$ 3,2 bilhões.

Quatro vezes e meia
O TCU revelou que apenas cinco tipos de exame nesses hospitais nos custaram R$ 13 milhões. Em quaisquer outros, seriam R$ 2,8 milhões.

Melhor não ter
Em face disso, o relatório afirma que cursos e pesquisas do programa de hospitais para ricos tem “efetividade e economicidade” irrelevante.

De tirar o fôlego
Pelo relatório, foram feitas 50.400 espirometrias (exame de pulmão), ao custo de R$ 3,5 milhões. Pela tabela SUS, seriam apenas R$ 504 mil.

Protagonismo
Sinal do protagonismo de Hamilton Mourão, que já mereceu reparos na família Bolsonaro, é a imprensa de plantão permanente na sua porta.

O vice ideal
O pernambucano Marco Maciel sempre se destaca na definição do “vice ideal”: discreto, só se movia cumprindo missão para o Governo.

Memória curta
O vice do qual todos fogem é aquele que já no dia da posse esquece ser o titular o dono do caminhão de votos que o levou ao cargo.

Intensivão de regalias
Um cursinho mostrou aos novos deputados o que suas excelências têm direito. Além de mordomias, direito a ressarcimento de quaisquer despesas até R$ 45 mil mensais, além do salário de R$ 33,7 mil.

Cabeça na bandeja
Como esta coluna antecipou, Maurício Malta, irmão do senador Magno Malta (PR-ES), foi demitido da EPL, a Empresa de Planejamento e Logística. É aquela estatal do trem-bala, que não tem lá muito futuro.

Audiência vapt-vupt
O secretário de Governo, general Santos Cruz, do tipo objetivo, papo reto, recebeu ontem (30), o deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL-RJ). A audiência vapt-vupt, durou vinte minutos.

Otimismo
Deputado federal eleito pelo Podemos-MT com votação expressiva, o senador José Medeiros passou pelo Planalto exalando otimismo. Ele abraçou a candidatura Jair Bolsonaro como poucos, na campanha.

Ipês nas boas-vindas
A Secretaria do Turismo do DF realiza ação muito simpática, adornada por uma alameda de ipês-amarelos no aeroporto de Brasília: são as boas-vindas aos novos parlamentares que chegam com suas famílias.

Usando e abusando
Após mais de uma centena de recursos só na condenação de Lula pela propina em forma de tríplex, impressiona como o Judiciário continua se submetendo a manobras e caprichos da defesa do ex-presidente.

Porta aberta à esperteza
Relatório do TCU contesta os benefícios da “devolução amigável”, criada em 2017 para concessões de rodovias federais. Serve como incentivo para empresas não realizarem os investimentos prometidos.

É crime, deputado
Lincoln Portela (PR-MG) apresentou projeto dobrando a pena para o que chama de “prática de pedofilia”. Pelo projeto, o agravamento da pena só se dará quando o pedófilo atacar a criança quando ela dorme.

Pergunta na porta da cadeia
Quando será mesmo o primeiro saidão de Lula, no Carnaval?

A alegação do então ministro Waldir Pires (Controladoria Geral), que justificou a ocupação ilegal de um apartamento funcional da Câmara para “zelar” pelo imóvel, lembrou a desculpa do ex-governador do Rio, Carlos Lacerda, ao cineasta João Batista de Andrade, no documentário “Liberdade de Imprensa”. Acusado de ocupar irregularmente a cobertura de seu prédio, no Flamengo, Lacerda alegou: “Isto aqui era uma sujeira danada, montes de tijolos velhos, madeira podre com pregos, um perigo. Limpei tudo e construí o salão. Não ficou bonito?”

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter