terça-feira, 16 de julho de 2019.
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Sem dinheiro, sem força

Fernando Maia

Colunista - Política

terça-feira, 09 de julho 2019

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A quase totalidade dos prefeitos brasileiros terá em 2020, dificuldades para se reeleger ou para eleger sucessores. A informação, que não representa nenhuma surpresa, vem de dois conhecedores dos problemas de gestores municipais: Paulo Ziulskowski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), e José Fortunatti, que dirige a Frente Nacional de Prefeitos (FNP). De ambas as instituições, a advertência é a mesma: assim como a União e os estados, os municípios chegarão ao ano eleitoral enfrentando “déficits” difíceis de serem superados a curto ou médio prazos. A esperança dos municípios seria a liberação de todas as emendas orçamentárias de parlamentares federais, tanto para estados como para municípios. Sem essas, ficam governadores e prefeitos desarmados e sem condições de efetuarem obras importantes para enfrentar opositores sedentos de reconquistar o poder. Quem poderá salvá-los, como sempre, são os seus deputados, se conseguirem furar o bloqueio do Planalto.

Protagonismo de Tasso. Passada a celeuma dos debates e votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, onde o protagonista está sendo o deputado Rodrigo Maia, essa privilegiada função no Senado Federal será do senador Tasso Jereissati, já eleito relator. Consciente da importância da matéria, ele tem se mantido fechado a declarações inconvenientes, como é do seu estilo.RC desagradou. Quem acompanha os comentários de lideranças do Governo sobre a sucessão em Fortaleza, observa o direcionamento dos holofotes para Samuel Dias, secretário do prefeito Roberto Cláudio. Além de chegar inesperadamente ao trono, desalojou da fila deputados federais e estaduais que sonhavam com tais holofotes.
Avalanche de candidatos. No pleito de 2020, em Fortaleza, engana-se quem julgar que só teremos dois ou três candidatos fortes e figurantes sem chances. Por conta da proibição de alianças proporcionais, partido que não tiver candidato a eleição majoritária está fadado a desaparecer. Se os nanicos não quiserem sumir, terão de disputar o Executivo nem que seja só para sair na foto.
E o Arabé?. Camilo Santana inaugurou sistema de adutoras na Ibiapaba, para Guaraciaba e Inhuçu (São Benedito), com água do Jaburu construído por Virgílio Távora para abastecer Viçosa, Tianguá, Ubajara e Ibiapina, e que por pouco não secou sobrecarregado por mais de 20 municípios. A Serra Grande aguarda, há quase um século, a barragem do rio Arabé para complementar o abastecimento região.
Prefeito ditador. O prefeito de Pentecoste, João Bosco, é acusado, pelo Ministério Público, por formação de quadrilha e desvio de dinheiro de idosos para empréstimos fraudulentos, virou também inimigo da juventude proibindo a prática de esportes. Protegido por seguranças suspendeu um jogo, e proibiu o uso da “Areninha” da cidade.
Bem querência. Não se sabe se seria melhor para Roberto Pessoa continuar político ou virar escritor. O que tinha de gente, ontem, no lançamento do seu livro surpreendeu até a ele próprio. Bem querência é assim mesmo, tanto na política quanto nas letras.
Não vale a pena. O Brasil se encontra ameaçado de perder aporte anual de R$ 3,3 bilhões, chamado de Fundo da Amazônia, oriundos de ajuda da Noruega e da Alemanha, para projetos de defesa da Amazônia para o combate ao desmatamento. Esses países ajudam, mas querem violentar a nossa autonomia mandando na nossa casa. Vale a pena???

“No Brasil, o respeito que deveria haver entre Executivo e Legislativo termina em excesso de intimidade, para, no final, virar parceria vergonhosa”. Gonzaga Mota,
ex-governador do Ceará e ex-deputado federal.

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