quinta-feira, 22 de agosto de 2019.
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Senado pode barrar futuro embaixador Eduardo

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

terça-feira, 16 de julho 2019

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É um jogo de paciência
Vice-presidente Hamilton Mourão, e a relação do governo Bolsonaro com o Congresso

OPlanalto comete um erro se desdenhar da possibilidade de Eduardo Bolsonaro ser reprovado na Comissão de Relações Exteriores ou no plenário do Senado, para embaixada do Brasil em Washington. Há precedente. O diplomata Guilherme Patriota foi reprovado por 38 x 35 na CRE, em maio de 2015, para representar o Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA). Há mais. A aprovação de embaixadores é das poucas votações que ainda são secretas no Senado Federal.

Ameaça concreta
A ameaça é concreta. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem sido hostil às demandas do Itamaraty desde o início do ano.

Ninguém merece
Alcolumbre “segura” indicações de embaixadores exigindo que Mauro Vieira, ex-ministro de Dilma Rousseff, represente Bolsonaro na ONU.

Data histórica
A reprovação de Guilherme Patriota, para a OEA em Washington, foi histórica. O Senado nunca havia rejeitado um diplomata de carreira.

Por nossa conta
Irmão de Antonio Patriota, ex-chanceler de Dilma, Guilherme chegou a alugar, por mais de R$ 50 mil, mensais um apartamento em Nova Iorque.
Dois eventos, uma cidade
Para combater o evento do Governo da Bahia, a prefeitura de ACM Neto realizou seu próprio evento. Esse, sim, com autoridades federais.

Em vez disso
Secretária nacional de Políticas para Mulheres, Cristiane Britto, lançou o “Marias na Construção”, voltado para autonomia econômica da mulher.

Motivos de sobra
As boas práticas adotadas em Salvador foi um dos motivos elencados pelo Ministério da Mulher para priorizar o evento do prefeito ACM Neto.

E nós pagamos
Parlamentares não obedeceram à Constituição e sairão de férias sem votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, pré-requisito para ter direito ao recesso. Na prática, farão “recesso branco” e receberão sem trabalhar.

Detran-SC também investiga
A Tecnobank, que no mercado é tida como “laranja” da B3/Bovespa, pode ter, em Santa Catarina, onde já faturou R$ 100 milhões, o mesmo destino do Paraná, onde foi proibida de fazer registro de contratos de veículos. O Detran-SC abriu procedimento para investigar sua atuação.

Terrorismo nas redes
O PT espalha que o Governo vai “privatizar” universidades e escolas técnicas federais. Cédula de 3 reais como o “corte de 30%”, na verdade apenas 3% das verbas não-obrigatórias para ensino superior.

Distrital misto
Grupo de trabalho do Tribunal Superior Eleitoral, coordenado pelo vice-presidente, Luís Roberto Barroso, propõe mudança radical para 2020. O sistema distrital misto em municípios acima de 200 mil habitantes.

Primeira redução
A primeira grande “desidratação” no impacto fiscal da reforma foi a retirada e estados e municípios do texto. A Instituição Fiscal Independente, do Senado, estima esse baque em R$ 350 bilhões.

Quase torcida
O jornal espanhol El País divulgou como novidade que o acordo entre a União Europeia e Mercosul não entrará em vigor antes de dois anos. Claro. Antes é preciso o referendo das respectivas casas legislativas.

Espetacular
Em tempos de vale-tudo na mídia brasileira, é um alento, verdadeiro monumento ao bom Jornalismo, o documentário do programa “Câmera Record”, da TV Record, sobre “A Besta” ou o “Trem da Morte”, que relata o sofrimento dos que tentam ingressar ilegalmente nos EUA.

Mais caro e pior
O processo judicial Eletrônico aumentou o custo e não acelerou a tramitação. A conclusão é de auditoria do Tribunal de Contas da União, que mostra um aumento da burocracia e menos acesso à Justiça. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região já anunciou mudanças.

Pensando bem…
…chamar férias não-oficiais de parlamentares de “recesso branco” é quase como chamar corrupto condenado de “preso político”.

Conhecido por “senador”, pelos elegantes ternos pretos ou brancos, e ás no baralho, o assessor Alcides Ferreira tentou um “papagaio” com o então presidente da Assembleia catarinense, Paulo Bornhausen, para pagar dívida de jogo. Dono do banco, Paulo cobrou no vencimento. Ele estranhou. “Paulo, você acha que avalista é brincadeira? Avalista é para pagar!” O banqueiro nem piscou. Pagou a dívida. E o assessor continuou jogando.

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