segunda-feira, 17 de dezembro de 2018.
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Senadores adiam privatização por medo das urnas

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

sexta-feira, 10 de agosto 2018

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O Brasil vive um conflito entre o justo e o possível
Ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo), sobre o aumento de 16% para ministros do STF

Privatização é tema que assusta políticos durante as eleições e foi esse temor que levou senadores a adiarem, mais uma vez, a votação do projeto que viabiliza as privatizações de distribuidoras de energia em seis estados (AC, AL, AM, PI, RO e RR). Com dívidas de mais de R$ 10,9 bilhões para os próximos 12 meses, o prejuízo das distribuidoras nos últimos 20 anos foi de R$ 22,3 bilhões. O Governo é dono de 60% da Eletrobras e o prejuízo é repassado a consumidores na conta de luz.

Longo prazo, dívida grande
As dívidas a longo prazo das concessionárias da Eletrobras que seriam privatizadas este ano somam mais de R$ 24,4 bilhões.

Dívida bilionária
Em 2016, a Eletrobras decidiu não renovar concessões e a atuar como prestadora de serviços. O rombo, desde então, supera os R$ 4,5 bilhões.

Prazo curtíssimo
O regime de prestação de serviços para as distribuidoras acaba em 31 de dezembro e são necessários 90 dias entre venda e troca de donos.

Bilhões a mais
O Governo Federal esperava arrecadar mais de R$ 12,2 bilhões a mais este ano com as privatizações das distribuidoras da Eletrobras.

Assinaturas
Apesar da frequência modesta na Câmara, JHC já conseguiu 62 assinaturas de deputados de diversos estados.

Missão complicada
JHC acha que durante o esforço concentrado, quando os deputados estarão presentes, ele vai conseguir número suficiente de adesões.

‘Verdadeira máfia’
Ele diz que que as distribuidoras constituíram “verdadeira máfia”, que encarece o combustível e tenta fixar até o preço ao consumidor final.

Poder do debate
Para o economista Ivan Kraiser declarações dos candidatos a presidente no debate de ontem (alinhados com reformas do mercado e o ajuste fiscal) pode favorecer a bolsa e até derrubar os juros e o dólar.
Fakes
Surpreendeu organizadores do primeiro debate presidencial de 2018, na TV Bandeirantes, ontem, o volume de mensagens de robôs que pediam a participação de Fernando Haddad (PT) e João Amoêdo (Novo). Uma vez filtradas as mensagens falsas, a quantidade caiu mais da metade.

Eles querem censura
Não há muito o que fazer no Congresso em época pré-eleitoral: parlamentares do PT discutiam a série “O Mecanismo”, do serviço de streaming Netflix, tentando enquadrá-la na lei da censura prévia.

O último
O candidato a vice que menos atraiu atenção no Twitter, segundo estudo FGV/DAPP, foi Hertz Dias, do PSTU: 226 tweets. Vera e Marina Silva (Rede) são as únicas mulheres candidatas à Presidência.

Prioridades
Alegando falta de dinheiro, deputados rejeitaram fornecimento gratuito de toucas hipotérmicas para evitar a queda de cabelo em pacientes com câncer, mas nada se falou sobre o aumento de ministros do STF.
Começou mais ou menos
Após o primeiro debate presidencial, ontem na TV Band, faltam 58 dias para o primeiro turno da eleição, em 7 de outubro. Mesmo assim, a campanha ainda não começou nem nas ruas, nem na TV e no rádio.

Censura prévia
Desde segunda-feira (6), rádios e TVs estão proibidas de informar o eleitor sobre fatos desfavoráveis a “partidos ou candidatos, coligação, órgãos ou representantes”, diz o artigo 45 da lei 9.504, que eles inventaram. A lei faz exceção a programas jornalísticos, mas depende do juiz.

É bom não dar idéia
Ao defender o projeto de Antônio Reguffe (DF) proibindo as empresas aéreas de cobrar marcação de assento, Flexa Ribeiro (PSDB-PA) ironizou: “Daqui a pouco, vão cobrar até o uso do toalete a bordo”. Não dê ideia, senador, que Anac, a serviço das empresas, adota na hora.

Pensando bem…
…o aumento dos ministros do STF não vai provocar efeito cascata nos gastos com salários públicos, é efeito tsunami mesmo.

O vaidoso Juscelino Kubitschek jamais negligenciava a elegância. Certa vez, num voo do Rio de Janeiro para o canteiro de obras de Brasília, foi despertado em meio a forte turbulência pelo aflito ajudante de ordens:
– Senhor Presidente, estamos em pane e o problema é grave.
JK trocou de roupa com calma, vestindo seu terno. Ajeitava o nó da gravata quando viu a cara de incredulidade do jovem capitão. O Presidente sorriu:
– O avião pode cair. Não fica bem o corpo do Presidente ser encontrado de pijama.

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