sábado, 17 de agosto de 2019.
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Senadores passeiam na Suíça por nossa conta

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quarta-feira, 09 de janeiro 2013

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• De repente, a Suíça adquiriu importância relevantíssima para o Senado Federal. Três senadores – Paulo Bauer (PMDB-SC), Luiz Henrique (PMDB-SC) e Inácio Arruda (PCdoB-CE) – vão gazetear o trabalho nos primeiros onze dias de março em uma “missão oficial” organizada pela embaixada da Suíça e o Grupo Parlamentar Suíça América-Latina. O turismo parlamentar será pago, claro, pelos otários de sempre: nós.  

• Embromação – Quem conhece, sabe que programas de grupos parlamentares (que nem existem na estrutura do Senado ou da Câmara) são pura cascata.

• Sessão espírita – Galhofa ontem no Twitter com a zorra constitucional: “campanha de Chávez na Venezuela lança novo slogan: o presidente que vai além.”
• Papagaio de luxo – O assessor Marco Aurélio Top Top Garcia nem esconde que foi à toa a Cuba: não pôde visitar Hugo Chávez por determinação dos médicos. 

• Nada criativo – O presidente do PT, Rui Falcão, repete o mantra petista para rebater as críticas ao ex-presidente Lula: “ Mexeu com ele, mexeu comigo”.

Bahia: Marinha se enrola com lancha de Dilma

• Pegou mal nos meios militares a informação de que a lancha usada por Dilma no passeio de férias na Bahia, domingo (6), era a “Amazônia azul”, da Marinha. Com ela estavam os governadores Jaques Wagner (PT-BA) e Eduardo Campos (PSB-PE). Fontes da Marinha estranham que o Comando tenha lanchas luxuosas como a Intermarine Azimuth, que custa R$6 milhões. A “Amazônia Azul” estava descaracterizada.

• Sem dono – A assessoria de Comunicação pediu “tempo para averiguar com outras organizações militares” a quem afinal pertence o luxuoso mimo.

• Barcarola – Faltou assessoria: ministra-chefe da Casa Civil, em 2006 ela passeou “sem saber” numa lancha do enrolado empresário Zuleido Veras.

• Mãos ao alto! – O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) reclama do oportunismo sobre o desastre das chuvas no Rio: “estabelecimentos inflacionam os preços”.

• Língua queimada – Em campanha à presidência em 2010, a então chefe da Casa Civil Dilma Rousseff acusou “falta de planejamento” no apagão do governo Fernando Henrique: “Ele acontece porque você não planeja.”

• Corre-corre – Após fechar o apoio da bancada no Paraná e Espírito Santo na disputa pela liderança do PMDB, o deputado Sandro Mabel (GO) visitou ontem o vice Michel Temer. Ele espera sair na frente de Eduardo Cunha (RJ). 

• Produtividade em alta – Só em dezembro do ano passado, o presidente da Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, proferiu 452 decisões finais, em meio às intermináveis sessões do julgamento do mensalão.
• Algemas de ouro – O prêmio Algemas de Ouro, promovido pelo Movimento 31 de Julho, traz disputa acirrada entre os mais corruptos de 2012. O ex-presidente Lula está em primeiro, na frente do ex-senador Demóstenes Torres.

• Sem descanso – O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Marcos Gutemberg, precisou interromper suas férias para defender a categoria, que passa por crise após falta de médicos no último fim de semana. 

• Alô, ANS – Clientes da Unimed Brasília sofrem com o péssimo atendimento. Quando o telefone para marcação de consulta não está ocupado, a ligação cai antes de completar a solicitação. Nem a ouvidoria funciona.

• Abaixo as lorotas – O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) entra hoje com representação pedindo a convocação de Guido Mantega (Fazenda) para explicar as manobras contábeis que “colocam em risco a credibilidade do País”.

• Apagado – O deputado e ex-ministro Ricardo Berzoni (PT-SP) se antecipou: seu avatar no Twitter agora é um vira-latas no lugar do poste iluminado,  mas esqueceu de tirar o “de poste em poste vamos iluminar o Brasil.”

• Simples assim – O governo vai reduzir a conta de luz porque… faltará luz.

O PODER SEM PUDOR
Campos no cerrado

Hoje Brasília é cosmopolita, com todos os encantos de uma grande capital. Mas nos primeiros tempos era uma cidade árida, um canteiro de obras com pouca diversão, poucas crianças e poucos velhos. Muitos se queixavam da falta de mar (e de ar, nos períodos de baixa umidade), de montanhas e de esquinas, de solidão e de tédio. Um dia, perguntaram ao senador mineiro Milton Campos o que ele achava de Brasília. 
— É um bocejo de 180 graus.
Ele não viveu para constatar a extraordinária transformação de Brasília.

• COM TERESA BARROS E TIAGO DE VASCONCELOS

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