quarta-feira, 17 de julho de 2019.
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Tá tudo bem, mas pergunte em janeiro…

Fernando Maia

Colunista - Política

terça-feira, 02 de julho 2019

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Tá tudo mais ou menos muito bom na política estadual. Tasso e Ciro conversaram na presença do “centro do mundo” do pequeno Teatro São José, ao que se deduz ser o palco de bons prenúncios para uma união futura. O Senador é pouco dado a esse tipo de aparição, mas o convite foi oportuno para uma aproximação das duas maiores forças da política cearense. E ainda chegou na hora de sair bem na foto em que a sucessão municipal começa a dar os primeiros sinais. Fortaleza, onde se dará o maior embate partidário nas eleições do ano que vem, é o maior colégio eleitoral do Estado, com o evento assumindo um significado espacial. Sairá algum acordo? Nesse caminho, não. O PSDB tem pouca, ou nenhuma, ficha para sentar a mesa de negociações da sucessão de Roberto Claudio. Mais lhe interessa, e muito, a eleição senatorial, alvo da curiosidade do tucano que ainda nem sabe se participará dela. Mas, o seu partido, com toda certeza, estará presente, senão com ele, provavelmente com Luís Pontes, seu homem de confiança. O próximo pleito se reveste de grande importância para o PSDB. Dela dependerá a sua sobrevivência no quadro político estadual, e tanto pode morrer como sobreviver. Daí, a presença de Galeguinho na grandiosa festa onde o prefeito RC deu as cartas com o seu maior anúncio desde que assumiu o Paço Municipal.

Adauto, o grande. O que sempre fez de Adauto Bezerra um grande líder é a sua disposição de se fazer presente a todos os acontecimentos no Estado. Quem teve oportunidade de vê-lo na Praça Portugal, apoiando as manifestações a favor da previdência, entendeu o porquê da sua grandeza. Nem todo político tem o seu civismo e a sua cidadania aos 94 anos de idade.

Representando. No fundo, o senador Tasso Jerteissati tinha outras intenções, além de mostrar-se interessado no que vai dar a representação dos seus artistas, iniciada, em grande estilo, pelo PDT, com Camilo Santana e toda a sua “entourage”, no São José. É normal em acontecimentos políticos que adversários mostrem-se ao grande público, vez por outra, amistosos. Nada custava ao senador saber como está o encaminhamento da eleição senatorial no âmbito do MDB.

Sondagem. Missão sondagem foi o que fez Tasso na cordialidade de políticos civilizados. Um balão de ensaio é uma prática saudável e oportuna para identificar intenções. O senador sabe que a persistência no tempo para além do puro e simples aperto de mãos constitui uma operação inteligente para sentir para onde sopra o vento.

Sem chance. Mas, é provável que essa sondagem em nada resulte. Se foi para saber se haverá chance de um acordo com vistas a campanha senatorial, era melhor não ter ido. O PDT e os irmãos estão empenhados em eleger para o Senado Federal o governador Camilo Santana, que é de casa. A presença de TJ no cenário político do Ceará passará a ser incômoda para eles.

Indícios fortes. E quanto ao secretário Samuel Dias. Será ele mesmo o candidato à sucessão de Roberto Claudio? Há fortes indícios que sim, mas, também existem fortes indícios que não. Trata-se de um executivo competente, mas totalmente jejuno na política, além de ter muita gente na fila fazendo agrados ao prefeito RC.

Élcio na disputa. No páreo da PMF está também Élcio Batista, que já pertenceu ao staf do prefeito de Fortaleza e hoje está como secretário da Casa Civil de Camilo Santana. Já foi dito a ele que será mais fácil o governador elegê-lo deputado federal, mas o homem entende que deve ser prefeito, e pronto…

Pouco rendeu. Ninguém tira da cabeça do deputado André Fernandes que ele errou. Nem a sua conversa com o presidente José Sarto serviu como rota de correção. Pouco rendeu. É incrível, mas ele tem repetido que o seu comportamento foi o responsável pelo grande número de votos na urnas.

 

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