domingo, 16 de junho de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Tem bububu no bobobó

Macário Batista

Colunista - Política

sexta-feira, 07 de junho 2019

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Claro que respondo pelo que digo e faço, sempre foi assim porque fui titular de mim mesmo ainda de menor, sem pai nem mãe, criando os próprios caminhos. Mas fiz o que quis, como quis, na hora que quis. E aqui não estaria sendo escrita outra My Way. É que depois de o tempo passar, virei preocupado com mais coisas do que poderei aguentar no coração que bate há mais de sete décadas. Ando preocupado, verdadeiramente, com o Brasil. Acho que por causa dos netos, dos amigos dos netos,dos filhos que os netos farão, etc. etc. etc e coisa e tal. Passageiro de uma agônia que se traduz em medo, espio o Brasil de agora, metido a moderno, cheio de leriado cibernético, celular que fala sozinho, mas cheio de ladrão que chega a ser preso com 400 aparelhos desses, assaltados, roubados, manchados de sangue. Espio o Brasil onde o Ceará entra no noticiário nacional por disputar o primeiro lugar do campeoanto nacional de crimes, crimes estes contra pretos, pobres, jovens e que discrimina por cor da pele, nível do desemprego, isto é, condição social e até pelo carinha ser – por querer ser – gay, lésbico ou lésbica, vendedor de bala no sinal, artista de circo mirim no semáforo, mesmo que essa gente faça parte dos treze e meio milhões de desempregados vivendo ou sobrevivendo de bicos, malabarismos, vendendo tapioca na praça e em casa, medindo papel higiênico, quando tem um lugar pra descarregar o velho capitão, amassado sem um pedacinho sequer de toucinho; só feijão e farinha, quando sobra pra farinha. Pois bem; as preocupações se avolumam e segundo o doutor que me olhou depois que tive o dedo furado em Brumadinho pra medir glicemia, os 260 medidos tiveram a ajuda dessas preocupações. Também. A preocupação maior, entretanto, é como é que vai ficar. Pode ser ou tá difícil? Então, consultando os astros e a bola de cristal de dona Milu, vou pôr na mesa um licença brasileira; será que posso pedir uma rezadeira? Onde estamos, no momento que estamos, não seria o caso de uma rezadeira? Um banho brasileiro, no Brasil, de chá de zabumba, folha de arruda, dentes de jacaré da lagoa, garrafada de tira caé…sei lá. Ajuda aí que o trem tá é feio. Até o Neymar, e aí foi a gota d’água, desligou o ligamento do calcanhar, saiu da seleção, acusado de importar pra Paris uma figura que queria dar pra ele, mas não dava sem camisinha. É receita pra sal grosso, cruz-credo-mangalô-três-vezes. Em qual encruzilhada posso pôr o meu despacho? Ajuda aí!

De volta ao futuro
Voltou às comissões da Assembleia do Ceará o assunto fosfato de Itataia.A mina de urânio da região, fechada, dá prejuízos, aberta dá preocupação. Itataia será mesma coisa de meio ambiente?

Fazer o quê?
Se Camilo Santana fechar com os colegas lá dele, de que Estados e municípios têm que estar no bojo da reforma da previdência, apoiou o Governo. Se for contra será voto vencido. Vale morrer?

Perguntar,ofende?
Ora ora, ora, diga-me cá; como um inverno pode ser regular, na média, e o Orós e o Castanhão terem acumulado só 8% e 5% de água, respectivamente?

Mata o Neymar
Não é só a moça que disse que deveria ter matado o Neymar quando teve oportunidade. A CBF também. Não acredito na contusão que o dispensou da Seleção.

Não ouviram o Zé
Zé Povim, por mais machista que seja, não suporta estuprador. Os aplausos, o carinho e as atenções com Neymar, em Brasília, mostraram que o torcedor acredita nele.

Canindé e Itatira
Neste fim de semana, a Cruz Vermelha Nacional e a SBP baixam em Canindé e Itatira, pra ações contra o miserável mosquito da dengue. É coisa muito séria.

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