quarta-feira, 16 de janeiro de 2019.
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Trem pagador é “assalto” de fim de ano no TCU

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

terça-feira, 18 de dezembro 2018

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Quando eu sair da Presidência, o foco não será mais político
Presidente Michel Temer, que ficará mais ligado ao “foco jurídico”, em 2019

De saída da presidência do Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Raimundo Carreiro quis honrar a velha tradição de políticos maranhenses de fazer média com servidores espancando o erário. E acionou o “trem da alegria” de certa “parcela compensatória”, a pretexto de “evitar perdas”. Ministros reclamam de “golpe”: só souberam do processo na terça-feira (11) para votar na quarta. Procurador federal deve ajuizar ação civil pública contra Carreiro & cia, caso haja pagamento.

Mão do nosso bolso
A jogada em curso no TCU presenteia servidores com um “extra” entre R$24 mil e R$100 mil, dependendo do tempo de serviço.

Eles enlouqueceram
Uma resolução do TCU reescreveu a lei para beneficiar os servidores. Como se uma resolução pudesse dar mais direitos do que a lei.

Sempre na nossa conta
O valor do pagamento dessas parcelas compensatórias é tão alto que não há sequer estimativa de quanto vai custar ao contribuinte no total.

Recuperando o juízo
O “trem pagador” foi criticado pelo ministro revisor Walton Rodrigues. Agora, sob nova direção, espera-se que o TCU tome juízo.

Evasão de divisas
Há um ano, o terrorista italiano foi preso, ao tentar sair do Brasil e entrar na Bolívia, levando R$ 23 mil em euros e dólares, mais que a lei permite.

Vazamento camarada
Battisti ficou solto, sem a obrigação de usar tornozeleira, até ver na TV, semana passada, que seria preso no dia seguinte. E sumiu.

A vingança de Morales
Além da afinidade ideológica, Evo Morales acolheria Battisti para ir à forra: o Brasil, afinal, deu asilo político ao senador Roger Molina, seu opositor.

A grande referência
Os generais da linha de frente do futuro governo têm algo em comum: todos foram alunos ou comandados do general Augusto Heleno, que vai assumir o GSI. Inclusive o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Heleno também chefiou Ricardo Vélez Rodríguez (Educação) no Haiti.

Máquina petista
É mais entranhado do que se imaginava o aparelhamento petista em órgãos do Governo Federal, principalmente no Ministério da Educação. A Transição avalia: ou Bolsonaro faz “uma limpa” ou será sabotado.

Bandido já vai tarde
O governador eleito do DF, Ibaneis Rocha (MDB), que tem história na direção da OAB, cumprimentou o presidente Michel Temer pelo decreto de extradição do terrorista Cesare Battisti, a quem chama de “bandido”.

É muita gente
Os deputados ligados ao futuro governo e aqueles que desejam se aliar já apresentam listas de indicações para cargos de confiança. Bolsonaro não tem como evitar essa “ajuda” para preencher mais de 10 mil deles.

Guedes mandou bem
O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, fala de corda em casa de enforcado com encantadora sem-cerimônia. Na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), fez os anfitriões engolirem seco ao prometer cortar 30% da formidável receita de verbas públicas no Sistema S.

Cavalaria cinco estrelas
A cavalaria americana está chegando para a posse de Bolsonaro. Após avaliar várias opções em Brasília, os Estados Unidos se inclinam a acomodar a comitiva em dois andares do Hotel B, cinco estrelas da capital.

Risco grave
Se o futuro governo federal ignorar a indicação dos aliados para tantos os cargos em comissão, corre o risco de repetir a triste experiência de Michel Temer, que manteve a petelhada detonando seu governo.

Ideia de jerico
A posse presidencial será esvaziada, mais uma vez, em razão da ideia de jerico de fixá-la para primeiro de janeiro. Chefes de Estado e de Governo jamais fariam a opção de passar o ano novo longe de seus países.

Pensando bem…
…é fim de ano e de governo, mas tem político também querendo acabar com os cofres públicos antes de 2019 chegar.

Ao quebrar um silêncio de décadas, certa vez a ex-primeira dama Maria Teresa Goulart revelou que, apesar de suas ligações com a esquerda, o maridão Jango detestava uma foto dela ao lado de Che Guevara, afixada na porta do quarto. Goulart sentia ciúmes da foto:” Mas, para quê isso? Toda vez que entro nesse quarto tem esse homem aqui… Você não tem juízo?” A fotografia ficou na Granja do Torto, após o golpe de 1964.

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