sábado, 24 de agosto de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Troca de mensagens não anula provas do roubo

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quinta-feira, 13 de junho 2019

Imprimir texto A- A+

Nós vamos construir uma solução para a capitalização
Rodrigo Maia, presidente da Câmara, prometendo conversar com Paulo Guedes

A troca de mensagens atribuídas ao então juiz Sérgio Moro e procuradores, agora envolvendo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, não alteram o que determinou a condenação do ex-presidente Lula, seus lugares-tenente José Dirceu e Antonio Palocci e outros ladrões fisgados pela Lava Jato. As abundantes provas materiais e testemunhais, incluindo a confissão de corruptores e corrompidos.

Quem põe mesa
A troca de mensagens não anula os R$ 56 milhões auferidos por Lula em um ano de “palestras”, nem seu saldo bancário de R$ 10 milhões.

Propinas imobiliárias
A troca de mensagens não faz sumir as provas mostrando que Lula recebeu o tríplex do Guarujá e obras no sítio em Atibaia como propina.

Pacto de sangue
A troca de mensagens não desfaz o “pacto de sague” entre Lula e Emílio Odebrecht, em troca de R$350 milhões, revelado por Palocci.

Euforia dos corruptos
A troca de mensagens apenas alimenta o que o ministro do STF Luís Roberto Barroso chamou de “euforia dos corruptos”.

Vendendo facilidades
De fiscais a prefeitos, grande parte dos municípios cria dificuldades para facilitar autorização de novas antenas de telefonia celular.

Brasil no atraso
O Brasil tem hoje 90 mil antenas instaladas, o mesmo número da Itália, país com tamanho demográfico equivalente ao Rio Grande do Sul.

Estranha proibição
Somente na cidade de São Paulo há mais de dois anos nenhuma nova antena pode ser instalada, e a lei sancionada vetou o “silêncio positivo”.

Vingança da marginália
A tentativa de desqualificar o ministro Luiz Fux tem a ver com seus votos independentes no mensalão e no petrolão, apesar de nomeado pelo PT, e pelo seu veto à entrevista do presidiário Lula na cadeia.
Leviandade tem limite
O governador Romeu Zema (Novo), deu os números desesperadores da previdência de Minas Gerais: o rombo anual soma R$18 bilhões, crescendo até R$ 3 bilhões por ano. Deveriam ser processados por crime de lesa-pátria os parlamentares que lutam para excluir os estados da reforma.

Afronta à inteligência
O senador Alvaro Dias (Pode-PR) afirmou que a Lava Jato é vítima de conspiração constante. “A invasão criminosa para desqualificar acusadores e julgadores”, diz, “afronta a nossa inteligência”.

Caserna em foco
Ter ex-capitão na Presidência e general na vice, além de militares no Governo, levou muitos a procurarem um cargo no Exército. Segundo levantamento do GranCursos, a procura cresceu 60,6% em 2019.

Primeira vez
Jair Bolsonaro foi o primeiro presidente que, em entrevista ao argentino La Nación, admitiu a Operação Condor, consórcio de repressão política de ditaduras sul-americanas nos anos 1970. O ex-presidente Lula, por exemplo, calou.

Mordomia sepultada
Mandou bem o presidente da Câmara Legislativa do DF, Rafael Prudente (MDB). Cancelou a compra de cinco carrões para a mesa diretora, mandou leiloar os carros oficiais de parlamentares e usará o dinheiro para comprar medicamentos para a Secretaria da Saúde.

Boa notícia não vale
O ministro Sérgio Moro (Justiça) destacou a impressionante redução de 23% de homicídios e mortes violentas no Brasil, no primeiro bimestre, em relação a 2018. Mas boas notícias não ganham manchetes.

Só love no Congresso
No Dia dos Namorados, o deputado Tiririca (PR-SP) arrancou risadas dos colegas Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), fazendo piadas sobre casais.

Pensando bem…
…para evitar a tal “greve geral” era só transferir para sábado a estreia do Brasil na Copa América.

Na campanha presidencial de 1960, Jânio Quadros, dono de memória prodigiosa, seguia com rigor uma espécie de script, que incluía os gestos teatrais. Repetia o mesmo discurso em cada cidade. Milton Campos, o vice, ao contrário, abordava temas diferentes. Certa noite, Jânio observou: “Dr. Milton, que maravilha. Um discurso para cada comício! Que cultura!”. A resposta de Campos foi gentil: “Não é cultura, é incapacidade de memorizar!…”

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter