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Um adversário para o Lula

terça-feira, 21 de março 2017

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Arepetição, pelo Lula, de que será candidato em 2018, tem tido correspondência nas pesquisas eleitorais. Está na frente e até poderá vencer no primeiro turno, na hipótese de disputar o palácio do Planalto. Não adianta brigar com a notícia, muito menos ficar torcendo para o companheiro tropeçar na Lava Jato e ficar proibido de se apresentar por suposta condenação em segunda instância. Tudo tem que ser no voto.

Para impedir o retorno do Lula, só apresentando um candidato capaz de vencê-lo, senão no primeiro, ao menos no segundo turno. É aqui que as coisas enrolam para os adversários. Porque a maioria dos partidos, descrente da existência de um contendor à altura do Lula, aferra-se à perspectiva de impedir o ex-presidente, ao invés de eleger uma candidato. Quer dizer, no desespero, querem ganhar no tapetão.

O motivo é simples: os demais possíveis concorrentes não sensibilizam o eleitorado. Pelo contrário, perdem apoio a cada pesquisa.
No ninho dos tucanos, os números cada vez mais enfraquecem o trio Geraldo Alckmin, Aécio Neves e José Serra, a ponto de haver surgido nos últimos dias a hipótese João Dória Júnior, que seria cômica se não fosse trágica. Porque ao prefeito paulistano faltam embasamento ideológico e eleitoral. Seria fogo de palha.
No PMDB, surgirá um candidato apenas se der certo a política de recuperação econômica. Nesse caso, Henrique Meirelles se posicionaria, mas Michel Temer poderia rever a determinação de não disputar outro mandato. Quer dizer: por enquanto nenhuma possibilidade para os dois.

Há outros nomes que batem cabeça, como Ciro Gomes, que o mundo esqueceu, Jair Bolsonaro, última esperança nascida nos quartéis, Ronaldo Caiado, sem empolgar o setor rural, Marina Silva, fugitiva das esquerdas sem voto, Joaquim Barbosa, que ninguém sabe por onde anda, e outros sem referência sequer nas consultas populares.
O curioso nessas projeções é que apesar do desgaste do PT e da blitz desencadeada contra o Lula, ele exprime quantos se opõem ao atual governo, quer dizer, ampla maioria nacional. Sem voz, sem voto e sem candidato, a retaguarda do atraso segue rejeitando o ex-presidente, sem coragem para construir outra alternativa. É bom prestar atenção, pois se continuar o processo como vai, sem adversário, ele volta.

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