domingo, 23 de setembro de 2018.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Um governo sem corriola

Fernando Maia

Colunista - Política

terça-feira, 13 de março 2018

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O espaço da imprensa reservado à política virou muro das lamentações. Há mais de um ano, o rosário de queixas tem aumentado consideravelmente. E a tendência é de crescimento avantajado na medida em que se aproxima o pleito eleitoral. A invasão de colégios eleitorais é a “pole position” das reclamações contra a mais antiga das pragas que assolam redutos eleitorais. Os novos candidatos, chamados de “paraquedistas”, são os preferidos do mercado e se aproveitam dos que estão na mira da rejeição. Parece fora de dúvida que estamos marchando para a maior renovação de cadeiras nos parlamentos federal e estadual. Os mais queixosos integram a base do Governo do Estado. Um detalhe risível, que veio a público nesta virada de semana, foi o protesto de situacionistas, contra a existência de candidatos considerados eleitos, sob o manto protetor do Governo. Estaria o Governador Camilo Santana, assim, promovendo uma seleção de nomes para eleger a sua “turma”, fato desconhecido ou nunca revelado pela imprensa durante todo o seu consulado. Houve um tempo em que foi sugerido ao Sr. Eudoro Santana, pai do Governador, a necessidade do chefe do Executivo ter a sua própria Guarda Pretoriana, pronta para ir às armas, em defesa do Governador, e só dele. O assunto foi descartado de plano. Nunca houve uma turma do Governador. Camilo não privilegiou deputados. Sempre considerou todos no mesmo nível, evitando o regime de “corriola”, usado por antecessores.

O que se deve esperar do mais votado Ninguém está entendendo o vereador Celio Studart. Ele sentou em cima do projeto de lei que retira o nome de Che Guevara de uma escola na Barra do Ceará, sem nenhuma explicação. O projeto é de autoria da vereadora Priscila Costa, que atendeu pedidos das comunidade. Celio procura inspiração. Mas, quatro meses é muito tempo, e pega mal. Pode parecer que não sabe relatar a matéria.

Urgência e necessidade.
Tem sido árdua a missão do Secretário da Casa Civil, Nelson Martins, para convencer deputados governistas a vencer hesitações para apoiar a reforma previdenciária do Estado. O secretário Maia Junior já gastou todo o seu “latim”, sem sucesso.

Insustentabilidade. Segundo Nelson Martins, os deputados têm rejeitado a reforma sem conhecer os seus detalhes. Para ele, a não aprovação dessa matéria deixará a previdência insustentável.

Fake News. Surpresa do início da semana é a informação de líderes do MDB de que o deputado Raimundo Matos poderia ingressar na sigla. “Mentira, o PSDB é minha cassa. Nunca tive outro ferro.”

Melhor para elas. Projeto do deputado Carlos Matos (PSDB), propõe 15% de mulheres na Polícia Militar. Ele argumenta que elas, em geral, são mais aplicadas e minuciosas em tudo o que fazem.

Má fama. Exemplo da “saia-justa” da deputada Gorete Pereira à frente do PR: na CMFor, dos quatro vereadores do partido, três deles preferem sair, alegando falta de sintonia com ela.

Quer o PSB. Segundo a imprensa do Sul-Sudeste, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) se empenha para ter como vice um representante do PSB, com o qual ele diz que o PDT tem muitas afinidades.

Dúvidas. Sobre um socialista para Ciro, a grande pedida seria o vice-governador de São Paulo, Márcio França. Só que ele terá de assumir o governo bandeirante, com Alkmin candidato à Presidência.

Garantindo. À frente do PEN-Patriota, o prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves, assegura não só a reeleição do filho Bruno, como também do deputado Mário Hélio, que deixa o PDT, sem sair do Governo.

Tendência. Há informações de que o grupo liderado pelo vice-prefeito Roberto Pessoa, que está deixando o PR, poderá ingressar no PSDB de Tasso, com quem Pessoa teria afinidades. Mas Roberto nunca gostou de ser mandado. Essa é a questão…

“Se os parlamentares brasileiros lessem sobre a Suécia, parariam de exigir fórum privilegiado, assessores, ajuda-moradia e outros benefícios que os deputados suecos não têm”. Cláudia Wallin, escritora e jornalista brasileira radicada em Estocolmo-Suécia.

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