sexta-feira, 20 de setembro de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

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Um pouco de história

Macário Batista

Colunista - Política

quinta-feira, 22 de agosto 2019

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Está na berlinda o bode que se instalou na escadaria do Itamaraty e nos salões do Planalto; a indicação de um Bolsonaro para ser o embaixador do Brasil junto aos Estados Unidos da América. Parecendo coisa de capricho do Presidente, responsável pela pré-indicação, a discussão, em princípio era se o ato é ou não nepotismo. O homem disse que não era, que quem manda é ele e,se o Senado não aprovar o nome do filho, ele o fará ministro das Relações Exteriores. É aí que a emenda vira soneto e o soneto passa a fazer parte da bibliografia do nosso novo Zé Limeira, aquele famoso poeta do absurdo. Pois bem; o Senado, antes que a coisa vire o Cacete do Dedé, quer decidir o que Celso Amorim, ministro de Lula, achou por bem determinar: Embaixador, em Sobral ou no Zimbábue, só sendo neguim de carreira da Casa de Rio Branco. Isso vai render, mas, enquanto não chega a hora do arranca-rabo, conto-lhes uma historinha em que eu estava bem pertinho. Já no fim do primeiro Governo Lula, ainda era embaixador do Brasil em Portugal, o ex-deputado Paes de Andrade. Não era diplomata de carreira, mas tinha uma longa atuação política chegando a assumir a Presidência da República quando presidente da Câmara Federal. Assisti, de perto, seu desempenho em Portugal e junto à comunidade diplomática em Lisboa. Mas, um dia o bicho pegou. Paes, ao telefone, visivelmente alterado, mandou Celso Amorim à merda e pra outros lugares menos nobres. É que Amorim ligou pra Paes, de noite e era madrugada em Lisboa, demitindo-o sob a alegativa de que o Itamaraty queria, a partir de então, somente diplomatas de carreira nas embaixadas. Paes explodiu, dizendo que só aceitaria entregar o cargo se Lula pedisse. Lula pediu, porque precisava abrigar outro nome no posto, por indicação de Amorim. Eu estava do ladinho dessa história. Agora,antes que apareça uma novidade do gênero, o Senado toma cá suas providências.

Belchior já cantava… Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva revela a existência no Brasil de 45 milhões de desbancarizados, ou seja, brasileiros que não movimentam a conta bancária há mais de seis meses ou que optaram por não ter conta em banco. Isso significa que de cada três brasileiros, um não possui conta bancária. De acordo com a sondagem, esse grupo movimenta, anualmente no País, mais de R$ 800 bilhões. Do total de desbancarizados, 62% moram no interior, sendo que quase quatro em cada 10 moram no Nordeste (39%). Quanto mais no interior e mais no Nordeste, maior é a presença da caderneta de fiado, ou caderneta de crédito que teve origem no varejo.

O Rio mata e põe a culpa em Macaranaú
Há pelo menos dois anos, se acirraram as disputas entre traficantes e milicianos na Praça Seca. No último mês de março, por exemplo, foram 10 dias seguidos de tiroteios. Ao longo de todo este ano, até o último dia 7 de agosto, dos 5 mil tiroteios registrados no Grande Rio pelo laboratório de dados sobre violência armada Fogo Cruzado, 113 tinham ocorrido na Praça Seca, o que deu à região o quarto lugar no ranking dos bairros mais conflagrados.
Mídia encomendada?
Ficamos nós numa dúvida desgraçada: quem botou que Maracanaú era a cidade mais violenta do Brasil foi a mídia? Foi a mídia ou o pesquisador? Quem é o pesquisador? Motivos quais não se leva em consideração algo como a nota acima, onde o Fogo Cruzado, laboratório de dados sobre violência, não foram sequer citados por quem inventou que o Ceará é a desgraça da vida nacional no quesito violência? Eu sei como essa coisa de “desvio de septo” funciona.
Se eu fosse o Heitor…
O deputado estadual Heitor Férrer (SD), lamentou na Assembleia Legislativa, os dados divulgados pelo Ministério da Cidadania que revelam o estado do Ceará como o quarto do País com o maior número de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, ficando atrás apenas da Bahia, São Paulo e Pernambuco. De acordo com os dados, 1.027.487 pessoas no Estado sobrevivem com renda familiar per capita de até 89 reais por mês e, do ano passado para cá, 31 mil cearenses adentram na condição de extrema pobreza.
Se eu fosse o Heitor, desconfiava
Para o parlamentar, os números refletem a falta de políticas públicas e a inversão de prioridades dos governos. “Essa é uma manchete que nos envergonha. Isso mostra que os nossos governantes inverteram as prioridades que levam felicidade às pessoas. Com essa inversão, o Ceará teve, neste primeiro semestre de 2019, 31 mil cearenses que entraram na faixa de extrema pobreza”, disse.
Se eu fosse o Heitor, repensaria
Heitor Férrer ressaltou ainda seus posicionamentos contrários a respeito de grandes obras no Estado por serem feitas em detrimento do atendimento às reais necessidades dos cidadãos cearenses. “Eu me insurgi contra grandes projetos porque eram a eleição de políticas não prioritárias para melhorar a vida do cearense. São programas megalomaníacos que impactam no PIB, mas que não representam nada na FIB – felicidade interna bruta da nossa população”, criticou.
Mistura do diesel terá mais biodiesel
Até o final de outubro, o diesel encontrado nos postos já terá 11% de biodiesel. Hoje, a mistura leva até 8% de biodiesel.

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