domingo, 16 de junho de 2019.
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Venda direta: ministros desautorizam Bolsonaro

Cláudio Humberto

Colunista - Geral

quarta-feira, 05 de junho 2019

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Não há alternativa
Ministro Paulo Guedes (Economia), defendendo a reforma da previdência na Câmara

Jair Bolsonaro consolida a reputação de um presidente cuja palavra não se escreve. Aconteceu, de novo, ontem (4), quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), cuja maioria é de subalternos do Presidente, ignorou sua declaração pública favorável à venda direta de etanol aos postos. O CNPE atendeu ao lobby dos distribuidores, que atuam como atravessadores para encarecer o litro do combustível. A palavra do Presidente não foi levada a sério pelos próprios ministros, tampouco o Cade, a ANP e várias decisões judiciais no âmbito federal.

Não sabem o que dizem
O CNPE consagrou uma mentira, ao decidir que venda direta depende de lei, quando se trata de um ato da Agência Nacional do Petróleo.

Atravessadores premiados
A decisão do CNPE, orientada pelo Ministério da Economia, premia o alto grau de inadimplência e riscos de sonegação das distribuidoras.

Produtores penalizados
Distribuidoras mandam muito. A turma de Paulo Guedes as desonerou, mesmo sendo atravessadoras, e aumentou impostos para o produtor.

Decisão vergonhosa
Há dois anos e meio bandeira do consumidor explorado, que perde dinheiro todo dia, a venda direta foi postergada por mais seis meses.

Dobradinha
O PSL também pretende que Alcolumbre converse com Rodrigo Maia sobre a possibilidade de antecipação da votação na Câmara.

Instrumento de manobra
O governo pode obstruir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para adiar a folga. A regra é clara: sem LDO, não tem recesso.

O cara da reforma
Flávio Bolsonaro tem se destacado no debate da reforma. É o principal articulador do Senado junto ao Ministério da Economia.

Agenda apertada
O general Hamilton Mourão continua se esforçando para valorizar o papel de vice. Sua movimentada agenda política incluiu, ontem, os deputados Delegado Waldir e Bibo Nunes.

Vai que é tua
Principal líder do PSDB hoje, o governador João Doria confiou um desafio ao novo presidente, Bruno Araújo: tornar seu partido grande outra vez. Hoje, tem apenas 30 deputados – ou 5,8% da Câmara.

Mandou bem
A oposição tenta encontrar uma forma de criticar o gesto do presidente Jair Bolsonaro de levar pessoalmente projetos ao Legislativo. O problema é atacar um gesto de gentileza e consideração.

STF recebe o atraso
A vanguarda do atraso (deputados do PT, PSB, Pode, PDT e PCdoB) foi pressionar o ministro Luís Roberto Barroso (STF) a se associar àqueles que querem o Brasil sustentando para sempre estatais que dão prejuízo. Só para preservar capilés e privilégios. Que vergonha.

Cola de volta
O ex-deputado capixaba Camilo Cola, um dos mais importantes empresários brasileiros, visitou a Câmara dos Deputados na tarde desta terça. Aos 97 anos, Cola tem visão muito lúcida do Brasil.

É o que eles dizem
Agência reguladora dos planos de saúde, a ANS informa que as novas regras preveem “portabilidade de carências” para plano da mesma faixa de preço ou em faixa mais barata do que o plano atual.

Indignação seletiva
A pelegada que diz representar servidores de órgãos ambientais, como Ibama e ICMBio, atacam o ministro do Ricardo Salles. Com isso, o titular do Meio Ambiente se fortalece como boa escolha de Bolsonaro.

A milho e água
A prefeita de Caruaru, Raquel Lira, come o pão que o diabo amassou com o governador Paulo Câmara. A maior festa de São João de Pernambuco começou no fim de semana sem um centavo do governo.

Pergunta na perícia
Como se chama quem votou contra o combate às fraudes no INSS?

Político folclórico do Rio Grande do Norte, o major Teodorico Bezerra não poupava esforços quando queria ajudar Santa Cruz, município de sua base eleitoral. Ao saber que a vizinha Nova Cruz ganharia agência dos Correios, foi à editora do Diário Oficial e mandou trocar Nova por Santa, na ordem do serviço. Santa Cruz ficou com o posto da ECT. Questionado por um adversário, anos mais tarde, Teodorico desconversou:
– Sou um homem de 75 anos, de modo que só lembro do que aconteceu de seis horas da manhã para cá.

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