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Homenagem a Antônio Rocha Magalhães

terça-feira, 25 de abril 2017

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Dia 28 de abril, na próxima sexta-feira, a partir das 14h, o economista cearense, Antônio Rocha Magalhães será condecorado com a Medalha Ambientalista Joaquim Feitosa. “A premiação instituída pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga, em 2005, chega à 13ª edição e destina-se a homenagear pessoas físicas ou jurídicas ou privadas, que contribuem de forma relevante para o desenvolvimento sustentável.”
Doutor em Economia pela Universidade de São Paulo, o agraciado atuou ativamente na área de Planejamento Urbano e Regional, com vários trabalhos e pesquisas sobre desenvolvimento sustentável do Nordeste. Atualmente, o também escrito, presta relevantes serviços técnicos como consultor independente, é membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e já presidiu o Comitê Científico da Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos de Secas (UNCCD) da ONU.

Com humildade
Ele me disse que recebe o “prêmio muito importante, com muita humildade”. E que tem dedicado a vida “procurar alternativas para o Semiárido, defender e preservar a Caatinga. “Realmente não pensei em nenhum momento que isso viesse a me tornar um recipiente desse prêmio”.
De longa data, Magalhães já vem empreendendo ações, estudos e pesquisas em prol da Caatinga. “A minha ligação com o bioma vem desde que eu era uma criança, vivendo em Canindé, em uma fazenda. Minha relação com o meio ambiente sempre foi de muito respeito e admiração. Dói-me ver que a Caatinga vem sendo destruída, que a biodiversidade vem sendo eliminada, pelo menos no que diz respeito às grandes árvores e aos grandes animais”.

Mais do que merecido
Para Artur Bruno, titular da Sema, o reconhecimento é mais do que merecido. “Rocha Magalhães tem história e perfil”, por isso foi escolhido por “unanimidade” pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera. “É hoje, um dos cearenses de projeção nacional e internacional”, destacou.
Rodrigo Castro lembrou que Magalhães foi um dos primeiros Conselheiros da Associação Caatinga e a escolha do seu nome é “muito merecida” e o faz “vibrar de forma especial”, disse. “Como importante liderança e autoridade no combate à desertificação deu visibilidade internacional ao nosso bioma atraindo investimento em pesquisa e combate à degradação.”

Quem também vibrou com a escolha foi Margareth Carvalho, do Núcleo de Recursos Hídricos e Meio Ambiente-NURHA/Funceme. De acordo com a técnica e especialista em assuntos do Semiárido, o “Dr. Antônio Rocha Magalhães” tem trazido as Terras Secas para o centro do debate da conservação ambiental. “Tem sido um incessante defensor na mudança de paradigma na Política de Secas: de uma gestão reativa para uma gestão proativa”, ressalta.

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