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PF deflagra segunda fase da Operação KM Livre e cumpre mandados no CE

quinta-feira, 19 de novembro 2020

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 19, a segunda fase da Operação KM LIVRE , em atuação conjunta com a Controladoria Geral da União.

Divulgação

Entre os contratos investigados, há serviços prestados para a Prefeitura de Fortaleza nos últimos 20 anos, envolvendo as administrações de Luizianne Lins (PT), Roberto Cláudio (PDT) e mesmo antes. O grupo que seria comandado pelo ex-parlamentar teria criado cerca de dez empresas para participar das licitações da Prefeitura.

A identidade do ex-parlamentar não foi informada pela Polícia Federal. A PF informa apenas que ele cumpriu mandatos de deputado federal e deputado estadual. Há quatro anos, a primeira fase da mesma operação, a KM Livre, fez apreensão de R$ 5,9 milhões em locadora de veículos de propriedade da família do então deputado federal Adail Carneiro (PP). Antes de ser deputado federal, Adail exerceu mandato de deputado estadual como suplente e em 2014 foi efetivado no mandato, quando Patrícia Saboya renunciou para assumir vaga de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em 2008, ele foi candidato a vice-prefeito de Russas, município onde são cumpridos mandados da operação de hoje.

Foram apreendidos R$ 1.988.635,00 em dinheiro numa empresa localizada no Bairro de Fátima. Estão sendo cumpridos 27 Mandados de Busca e Apreensão em Fortaleza/CE, Russas/CE, Caucaia/CE, Mossoró/RN e Rio de Janeiro/RJ.

Os mandados foram deferidos pela Justiça Federal, decorrente de investigação em Inquérito Policial que apura fraudes na contratação de serviços de locação de veículos e motocicletas, com desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro, com atuação de grupo que é liderado por investigado que exerceu mandatos de deputado federal e deputado estadual no Estado do Ceará no período da investigação. Há fortes evidências de lavagem de dinheiro ilícito por meio da aquisição clandestina de corretoras valores e de sociedades em conta de participação do ramo de energia eólica, com a ajuda estratégica de operadores do mercado financeiro. 

Apura-se, esta fase da operação, a atuação de agentes públicos nos crimes investigados.

 A primeira fase da Operação Km Livre foi deflagrada no ano de 2016, ocasião em que houve a apreensão de mais de cinco milhões e novecentos mil reais em dinheiro na sede de uma das empresas investigadas, no bairro de Fátima.

Nesta manhã de 19/11/2020, os policiais flagraram e estão apreendendo grande quantidade de dinheiro em espécie, com suspeita de lavagem de dinheiro, ocultado na sede de uma das empresas investigadas, no bairro de Fátima, em Fortaleza/CE.

Divulgação

 A investigação policial identificou, a partir desses valores, documentos e dados apreendidos na primeira fase, a atuação da organização criminosa na criação de empresas com participação de “laranjas”, isto é, pessoas atuando em nome de terceiros investigados, reais gestores das empresas investigadas; atuação em fraudes em licitações; desvios de recursos públicos; lavagem de dinheiro com aquisição de imóveis, empresas e transações no mercado financeiro. A organização criminosa investigada atua há cerca de vinte anos e, desde então, tem obtido consecutivos e progressivos êxitos nas empreitadas criminosas objeto de investigação. 

A organização criminosa atua há cerca de vinte anos e, desde então, tem obtido consecutivos e progressivos êxitos nas empreitadas criminosas, gerando lucros ilícitos. A Polícia Federal continua a investigação, com análise do material apreendido na Operação Km Livre – 2º fase, com o fim de detalhar a atuação de cada investigado na organização criminosa.

Em nota, a Prefeitura de Fortaleza afirma que “considerou não saber do que trata a operação, visto referir-se apenas a uma investigação em torno de uma empresa privada, sem que nenhum servidor público municipal ou órgão da administração do Município tenha sido alvo da operação. Como sempre, a gestão posiciona-se em apoio a toda e qualquer operação séria e isenta que investigue o uso de recursos públicos”.

Fonte: PF

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