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Economia

Brasil entrou em recessão no primeiro trimestre de 2020

terça-feira, 30 de junho 2020

O Brasil entrou em recessão no primeiro trimestre de 2020, após um pico no ciclo de negócios brasileiro no quarto trimestre de 2019, que representou o fim de uma expansão econômica que durou 12 trimestres. A informação foi divulgada ontem pelo Codace (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos), órgão ligado ao Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).


O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil caiu 1,5% no primeiro trimestre de 2020 na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados pelo IBGE em maio. O dado do segundo trimestre deve mostrar queda de quase 10%, segundo projeções de mercado, devido aos efeitos da pandemia sobre a atividade.


Embora alguns economistas utilizem a métrica de que recessão é o período marcado por dois trimestres seguidos de queda na atividade, o Codace considera uma análise mais ampla de dados. Para o comitê, o declínio na atividade econômica de forma disseminada entre diferentes setores econômicos é denominado recessão. Segundo reportagem da Folha da última sexta, o distanciamento social provocará, neste segundo trimestre, o maior tombo na economia brasileira em 40 anos.


De acordo com o professor do Insper, Marco Bonomo, um dos oito economistas que fazem parte do Codace, a decisão de definir o primeiro trimestre de 2020 como início de um novo período de recessão da economia brasileira foi tomada por unanimidade e com base em dados que não mostram nenhuma divergência.


Segundo o economista, a economia brasileira já tinha começado o ano em ritmo lento e foi “atingida por um meteoro” em março que colocou imediatamente vários indicadores econômicos em terreno negativo. “Não houve divergência. Está claro que a gente está em uma recessão”, afirmou em entrevista à Folha. “O impacto foi bem espalhado. Uma recessão cavalar dessas, de alguma forma, facilita nosso trabalho, infelizmente.”


Ainda conforme avaliação de Marco Bonomo, em janeiro e fevereiro, a recuperação da economia já andava de lado, e em março o reflexo da pandemia já foi notado. “Se tivesse tido uma recuperação mais forte naqueles dois meses, o trimestre inteiro não ia ter um resultado ruim assim. O monitor do PIB do Ibre indicou uma queda de 5,1% em março e crescimento de 0,3% em janeiro e 0,2% em fevereiro. Isso compõe uma queda do PIB já expressiva no primeiro trimestre”, explica.


Duração
Indagado sobre a duração desta recessão, o economista destacou que a de 2008 e 2009 foi a mais profunda, apesar de ter tido uma duração curta de seis meses. A expectativa é que esta recessão seja a mais intensa da história. e Nossa tarefa não é prever, é datar o que aconteceu. “É muito provável que essa recessão agora, em termos de intensidade, mesmo que seja ela curta, seja a mais intensa da nossa história. Deve superar a de 2008 e 2009. A recessão 2014-2016 teve uma queda anualizada média de 3,2% por trimestre, acumulada de 8,6%”, afirma.


Marco Bonomo acredita ainda que teremos a recessão mais profunda da história em termos de queda acumulada, considerando as projeções de retração do PIB em torno de 10% no segundo trimestre.
Confiança
Outro levantamento do Ibre/FGV também mostra que apesar de a confiança de consumidores e empresários ter apresentado dois meses seguidos de recuperação após o fundo do poço verificado em abril, o indicador brasileiro encontra-se em uma situação desfavorável em relação à maioria dos países economicamente relevantes.

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