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Economia

Correios entram em greve no País por tempo indeterminado

quinta-feira, 12 de setembro 2019

O Sintect-SP (Sindicato dos trabalhadores dos Correios de São Paulo, Grande SP e Sorocaba) anunciou greve a partir da última terça-feira (10), em todo o País, por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após assembleias dos trabalhadores, que buscam reajuste salarial pela inflação, de 3,43%, e a manutenção de benefícios, como ter os pais como dependentes no plano de saúde e coparticipação de 30%; continuidade de percentual de férias em 70% e vales alimentação e refeição. A categoria é contra a privatização dos Correios, medida defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Segundo ele, a iniciativa melhoraria e baratearia os serviços prestados.

O Sintect-SP diz que a decisão foi tomada em assembleias em locais como São Paulo, Bauru, Rio de Janeiro, Tocantins e Maranhão, que decretaram greve a partir das 22 horas de terça-feira (10). Para o Sintect-SP, “a direção dos Correios a mando do governo se negou a negociar com os trabalhadores. O próprio TST denunciou isso”. “A intenção do governo e da direção da ECT é acabar com os benefícios da categoria.” Segundo o sindicato, em nota, a direção da ECT e o governo querem “reduzir radicalmente os salários e benefícios para privatizar os Correios”.

No Ceará, algumas agências da Capital e interior interromperam suas atividades, em adesão ao movimento paredista. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares do Ceará (Sintect-CE), servidores de outras unidades no Estado devem reforçar o movimento, e mais agências deverão ficar fechadas. Já uma fonte ligada à estatal, afirmou, ao Jornal O Estado, que, apesar das adesões, até o início da noite de ontem, o serviço não foi prejudicado. “Tem vários funcionários parados, mas até esse momento (ontem à noite) nenhum serviço suspenso. Estão deslocando funcionários para não prejudicar gravemente o serviço, e, por lei, há uma quantidade mínima de funcionários que devem permanecer trabalhando”, informou a fonte.

Situação
Em nota, os Correios falam em paralisação parcial e afirmam que participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, “quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões”. No momento, informa a nota da estatal, “o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população”.

No último dia 4 de setembro, os Correios rejeitaram uma mediação feita pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) com funcionários. Pela primeira vez uma empresa fechou as portas, de forma unilateral, em negociação dirigida pela corte, que é responsável por arbitrar impasses envolvendo categorias de empresas com abrangência nacional.

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